Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 04/02/2021

Hodiernamente, é notório a presença escomunal de jazidas de lixo plástico no cenário urbano e ambiental brasileiro. Com isso, fatores preponderantes para a manutenção dessa problemática são a falta de incentivos governamentais em relação a reciclagem e reutilização desses materiais, mas também o consumismo exarcebado, vigorado pela moral fútil da sociedade. Dessa forma, se não administrado com seriedade, esse problema pode evoluir para uma realidade mais caótica.

Nesse contexto, faz-se viável alternativas limpas para reduzir a quantidade de lixo plástico que impera sobre o ambiente humano, sobretudo no âmbito da reciclagem de materiais, cujos incentivos públicos ainda são bastantes discretos. Isto é, medidas “profiláticas” como a que foi citada contribuem para que o fluxo de objetos plásticos que se encerram na natureza sejam transferidos para áreas alternativas que promovem a reutilização desses. Mas também que auxiliam na redução do impacto ambiental pelo fato de conseguir gerir o montante de lixo que está em constante produção. No entanto ocorre que esse serviço tão essencial acaba sendo precarizado pela falta de promoção de centros específicos e execesso de carga tributária no setor.  Esse problema é exlicado pela morbidez do Estado em prestar serviços e promover ganhos a longo prazo, que foi demonstrado no livro “Capitalismo e Liberdade” do economista estadunidense Milton Friedman.

Ademais, a moral contemporânea baseada no status social é figurada no consumismo, no qual se estimula a produção a fim de suprir a demanda de um mercado aquisitor implacável, ao passo que a produção de lixo plástico cresce na mesma proporção.  Ou seja, as relações sociais tornam-se cada vez mais superficiais e fluidas e os valores morais se dispersam, de forma que o parâmetro do status social ganha máxima expressão, importando apenas aquilo que o indivíduo transparece. Com base nisso, o consumismo assume a lacuna de fomentar a imagem da pessoa em sociedade, portanto, verificando-se o incremento de aquisição de bens pelos indivíduos para sustentar uma bolha social, desconsiderando o impacto ambiental dessa atitude. Esse temática de desconstrução das relações sociais foi abordada no livro “Modernidade líquida” do filósofo Zygmunt Bauman.

Urge, portanto, que a sociedade em sinergia com a mídia promovam a cobrança das autoridades políticas e estimule o consumo consciente dos indivíduos, por meio de manifestações pacíficas em locais públicos e publicações nas redes sociais, associadas ao engajamento de influenciadores digitais. Com o fito de gerar visibilidade da opnião pública sobre os políticos, bem como de conscientizar os indivíduos sobre os impactos ambientais do consumismo, pois, dessa forma, pode-se exaurir as problemáticas supracitadas.