Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 04/02/2021
O termo “desenvolvimento sustentável” surgiu na primeira conferência oficial da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em 1972 na Suécia. Os países estavam em busca de se organizarem economicamente e ampliar os cuidados com o meio ambiente, no entanto, no Brasil, os impactos do lixo plástico na natureza ainda constituem um importante tema a ser discutido e uma grave problemática social. Os desafios para que o plástico, tão benéfico na redução de gastos excessivos de energia, seja utilizado de modo consciente devem-se não apenas ao elevado consumo, bem como ao descarte inadequado desses materiais. Urge, pois, que sejam realizadas medidas pelos órgãos responsáveis e que a sociedade enfrente, de maneira crítica, essa realidade.
Nesse contexto, a exploração dos recursos naturais para a criação de produtos que beneficiam a lucratividade do setor comercial contribuem para a persistência desse cenário. Por esse âmbito, o ambientalista e sociólogo alemão, Hans Alois, afirmou que o sistema capitalista financeiro, desde sua origem, tem como uma de suas características a apropriação do meio ambiente como meio para a obtenção de lucro. Seguindo essa linha de pensamento, analisa-se que a própria produção do plástico exige o consumo de petróleo e todo um processo de refinamento, práticas que liberam diversos gases nocivos na atmosfera, além de frequentes vazamentos de petróleo no ambiente marinho.
Em verdade, a difícil compactação do plástico gera um grande volume de lixo. Sob essa vertente, no Egito Antigo, os egípcios tinham uma relação muito boa com o meio ambiente, pois para eles, os elementos da natureza eram representações dos deuses. Em contraste com a realidade atual, observa-se que toneladas desse resíduo são descartadas de maneira irregular e a sua resistência à fungos e bactérias torna-se problemática em razão de sua degradação extremamente lenta, e pode assim permanecer no ambiente por mais de 100 anos. Outrossim, quando seus vestígios caem no oceano, aderem à cadeia alimentar de animais marinhos e ocupam o espaço de alimentos necessários para a realização de suas atividades.
Destarte, ações são imprescindíveis para transformar essa realidade. Para tanto, o governo deve garantir que as ruas e bairros não se transformem em verdadeiros “lixões a céu aberto”, por meio de aplicação de leis rígidas, como a aplicação de multas àqueles que poluirem estradas e mares, com o fito de evitar a acumulação de detritos. Ademais, cabe a todos os indivíduos evitarem o despejo inadequado do lixo, mediante a prática da reutilização e redução, como a utilização de sacolas plásticas em diferentes momentos e pela abolição de materiais descartáveis no cotidiano doméstico, a fim de que possamos manter um ambiente preservado para as gerações seguintes.