Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 04/02/2021
O filme americano “Wall-E”, apresenta uma realidade distópica onde, devido a séculos de um consumismo desenfreado, sem preocupações com a natureza, a Terra é abandonada pela sociedade, devido ao seu caráter tóxico e insalubre. Hodiernamente, na sociedade brasileira, percebe-se um acúmulo e uma dependência crescente pelo plástico, material que muito impacta o meio ambiente. Isso se justifica tanto pelo conformismo da sociedade em relação aos problemas ambientais decorrentes de seu modo de vida consumista, quanto pela negligência do Estado em promover uma sociedade ambientalmente sustentável. Desse modo, é necessário, a partir de uma melhor análise das causas desse problema, propor uma solução.
A filósofa alemã, Hannah Arendt, em seu conceito de “banalidade do mal”, inferiu a falta de criticidade e racionalidade da população em face das conformidades promovidas indiretamente pela institucionalização de uma prática maligna, desconsiderando, nesse cenário, os problemas consequentes. Nesse contexto, a sociedade brasileira, capitalista e consumista, ignora os problemas decorrentes da sustentação de seu modo de vida tóxico ao meio ambiente, utilizando o plástico em excesso e pouco ligando para a sua descartagem correta. Logo, é necessário que a sociedade tome consciencia da sua atuação na construção desses problemas, esses que, em um futuro não tão distante, afetarão ainda mais toda a humanidade.
Ademais, o Estado configura-se como um agente inoperante no combate às consequências da utilização do plástico para o meio ambiente, como os impactos nas cadeias alimentares, bem como o acumúlos desses nos mares, resultando em danos colaterais ao seres humanos. Essa conjectura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado descumpre sua função de garantir os direitos naturais aos indivíduos, como a vida, em face dos danos indiretos aos seres humanos. Diante disso, o Governo tem por dever promover uma sociedade sustentável, o mais livre possível de efeitos negativos aos seus elementos.
Portanto, com o fito de reduzir os impactos do plástico ao meio ambiente, o Ministério da Educação, em parceria com a mídia, deve criar uma campanha de conscientização social, onde, por meio de palestras e aulas, ensine-se a população os problema decorrentes da insustentabilidade do modo de vida consumista atual, destacando a importância da reciclagem caseira e industrial para a atenuação das consequências. Ademais, o Estado deve promover leis de incetivos fiscais às empresas de reciclagem e que cortarem ou reduzirem a utilização do plástico em sua cadeia produtiva. Destarte, a sociedade evitará um fim distópico como o do filme “Wall-E”.