Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 04/02/2021
Hodiernamente, uma problemática que reluta em encontrar uma devida resolução é a questão do descarte, sobretudo de resíduos plásticos. Em uma sociedade notoriamente marcada pela produção em alta escala, bem como pelo consumo, nesse sentido, torna-se necessário refletir-se acerca de como se é possível alinhar o progresso à sustentabilidade e ao meio ambiente, e é nesse ponto em que reside o cerne da discussão. Dessa maneira, a fim de compreender efetivamente o impasse, urge analisá-lo no contexto no qual se fez tão persistente e quais impactos tornaram imprescindível essa discussão
Nesse contexto, visto que o descarte impróprio de resíduos também consiste em uma problemática notável, enfatiza-se os danos que o plástico causa a determinados ecossistemas. Posto isso, itens cotidianos como canudos ou sacolas, os quais possuem majoritariamente plástico em sua composição, são essencialmente nocivos ao se analisar os efeitos que provocam sobre a vida marinha, por exemplo, uma vez que a ingestão desses detritos por animais tende a acarretar mortes generalizadas, o que se prova ser prejudicial também para seres humanos, devido ao desbalanceamento de um ecossistema afetar todos os outros. Desse modo, destaca-se que a sustentabilidade é relativa tanto ao meio ambiente quanto à sociedade, ressaltando, assim, que a questão é também de caráter sociopolítico.
Ademais, os danos causados pelo excesso de resíduos plásticos podem ser observados de maneira a se comunicar com um fator que sustenta sua continuidade. Diante disso, a animação americana de 2008 “Wall-E” dialoga com a possiblidade de um futuro no qual o consumismo desenfreado criou um planeta dominado pela poluição e pelos detritos – criticando diretamente a maneira como a sociedade responsabiliza-se pelo meio ambiente. Portanto, analisando a postura que prevalece na atualidade do consumismo e de como o âmbito social se relaciona com o meio em que vive, não é exagero afirmar que a distopia proposta em “Wall-E” não distancia-se do que se observa hoje.
Destarte, é imprescindível direcionar atenção à problemática, de modo a se chegar a uma conclusão que favoreça o meio ambiente e, consequentemente, a humanidade. Em vista disso, infere-se que o Estado, enquanto meio responsável pelo bem-estar social, deve engajar-se em metodologias que priorizem o descarte adequado de resíduos, bem como em maneiras de substituir o plástico em determinados produtos. Assim, por meio de investimentos em usinas de reciclagem, além de produções de materiais sustentáveis, tornar-se-á possível assegurar um futuro em que desenvolvimento não seja sinônimo de devastação.