Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 04/02/2021
A preservação do meio ambiente é uma necessidade salutar, mas que ocorre aquém do esperado na sociedade contemporânea brasileira. Embora sejam avanços notados, cabe reconhecer-los como insuficientes em face a desassistência do governo, o qual se mantém inerte frente à crescente quantidade de lixo plástico no meio ambiente, já que, segundo o portal de notícias G1, o Brasil produz cerca de 11.355.220 milhões de toneladas de lixo plástico por ano . Logo torna-se imprescindível discutir novas políticas públicas com o fito de assegurar a preservação do meio ambiente e da vida marinha.
Nesse sentido, observa-se a situação melindrosa do Estado, o qual não promove ações efetivas as quais diminuam o consumo de plástico no Brasil. Nesse contexto, segundo o filósofo inglês John Lock, em um de seus postulados, a população elabora um contrato social com o estado, por meio de uma democracia representativa, para garantir os seus direitos inalienáveis e a vontade popular. Tendo em vista tal cenário, de maneira análoga ao Brasil, é possível observar uma quebra do contrato social, já que o Estado falha em assegurar a preservação da fauna aquática, contaminando a cada dia mais animais e seres humanos, os quais ingerem água com micro resíduos plásticos sem saber, tendo assim o seu direito à saúde ferido.
Com efeito, a filósofa Hannah Arendt, criou o conceito de “Banalidade Do Mal”, no qual afirma que, a negligência a certos problemas resultam no aumento da intensidade do mesmo e, consequentemente, resulta em um caos social. Essa questão assume contornos específicos no Brasil, onde as pessoas não se preocupam com os impactos da produção exacerbada de plástico em um contexto de médio a longo prazo, isso leva a um cenário heterogêneo no qual essas pessoas prejudicam a vida marinha e se prejudicam ao mesmo tempo. Nesse contexto, um dos caminhos para erradicar a problemática em questão é o fim dessa inércia social.
Urge, portanto, uma articulação entre os atores sociais diante dos impactos do lixo plástico no meio ambiente. Para tanto, cabe ao Governo, em sinergia com os núcleos tecnológicos, a exemplo da mídia, desenvolver e efetivar políticas públicas as quais assegurem o contrato social. Ademais, essas ações interventoras devem ocorrer por meio de campanhas públicas e eventos populares periódicos, pois essa problemática só pode ser resolvida com o engajamento da população. Por fim, objetiva-se garantir um sentimento de alteridade popular e o bem estar a longo prazo do Brasil e do resto do mundo.