Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 04/02/2021
Platão acreditava que havia uma realidade chamada de mundo das ideias, local que tudo era perfeito e eterno. No entanto, ao observar os impactos dos lixos plásticos no meio ambiente, percebe-se que a sociedade ainda está muito distante da utopia platônica. Nesse sentido, a assídua prática de poluição, principalmente em rios e mares, denunciam a necessidade de mudanças por parte da população e do Estado que viabilizem a diminuição de tamanha mazela.
Conforme esse contexto, as teorias rousseaunianas do ‘‘Bom Selvagem’’ afirmam a responsabilidade social na formação do caráter e, por conseguinte, no comportamento do indivíduo. Sob esse viés, o amplo consumo de materiais plástico e, posteriomente, o descarte errada podem ser visto como um resultado adaptativo aos padrões existentes, haja visto a falta de influência e ensinamento dos impactos causados por tal material. Sob essa ótica, o documentário “Oceanos de Plástico”, lançado em 2016, demonstra que 8 milhões de toneladas chegam aos mares todos os anos, fato esse que altera as condições aquáticas, contribuindo para o aumento da poluição, e pode provocar a extinção de inúmeras espécies. Nesses termos, tal impasse só será solucionado com as mudanças de hábitos sociais, como a redução do consumo e o incentivo à consciência ambiental.
Outrossim, a falta de investimento é outro ponto importante para a existência da problemática. No que tange esse cenário, é possivel explicar tamanho negligência social pela teoria de ‘‘Anomia Social’’ de Durkheim, pois é bastante contraditório um país em desenvolvimento investir tão pouco em uma área tão importante e essencial para o bem estar de todos. De fato, evidência-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas voltadas para a reciclagem do lixo, essa lógica é comprovada pela falta de verbas, o que enaltece a carência de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável. Desse modo, o governo atua como agente perpetuador da problemática, logo, é substancial a mudança desse quadro.
É fulcral, portanto, que os atores sociais trabalhem juntos no processo de difusão de hábitos sustentáveis no Brasil. Para tanto, é mister que o Governo, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, por meio da maior disponibilização de verba, invista em ações voltadas para o desenvolvimento sustentável e na limpeza de mares, para, assim, promover uma maior educação ambiental na sociedade e evitar o aumento da poluição. Ademais, as Escolas devem elaborar projetos socioeducativos, como campanhas e aulas educacionais, voltadas para o combate a práticas de consumo desenfreado e, principalmente, cortando esse hábito desde jovem, para que possam ser formados cidadãos conscientes dos prejuízos do consumismo no meio ambiente e na sociedade.