Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 04/02/2021

A Constituição Cidadã de 1988 consagra em seu texto o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de preservá-lo.No entanto, a realidade brasileira é bem diferente da prevista, visto que o descarte incorreto de lixo plástico é um aspecto frequente hodiernamente.Isso se deve,sobretudo,ao uso exarcebado de produtos plásticos descartáveis e, não obstante,à falta de coleta adequada.Dessa forma,torna-se pertinente elucidar tais dilemas assim como os impactos dessa conduta no panorama brasileiro

A princípio, os impactos do lixo plástico se mantêm relacionados ao uso desenfreado desses produtos.Esse fato se apresenta desde a época da Revolução Industrial, quando o surgimento das maquinofaturas viabilizou a produção em larga escala de itens descartávei e não biodegradáveis. Como consequência, atualmente, observa-se um cenário de poluição fruto do consumo desnecessário de utensílios  pláticos não recicláveis,postura desenvolvida ao longo dos anos na sociedade brasileira.Isso se observa nos dados fornecidos pelo Fundo Mundial para a Natureza,já que,o Brasil é o quarto pais que mais produz lixo plástico,totalizando 11,3 milhões de toneladas por ano e apenas 1,28% do total é reciclado. Desse modo, tal compostura é inconcebível e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

Além disso,o uso exacerbado de descartáveis  pláticos associados à coleta inadequada resulta em um cenário de poluição alarmante.Sob essa vertente,a obra cinematográfica Wall-e,dirigido por Andrew Stanton,retrata uma visão de futuro na qual o planeta tornou-se inabitável devido a um cenário de poluição desenfreada e desmedida.Paralelo a ficção,a realidade brasileira não se encontra muito diferente da descrita,uma vez que a formação das chmadas Ilhas de Poluição,contigentes de lixo plástico descartados incorretamente em água,é um processo cada vez mais presente. Com efeito, faz-se mister a reformulação dessa atitude de omissão do Poder Público.

Urgem, portanto, ações sinérgicas entre o corpo social e o Poder Público diante da atenuação dos impactos causados pelo lixo plástico. Para tanto, cabe ao corpo social a adoção de políticas afirmativas, como a coleta seletiva e multirões de despoluição, por meio da mobilização de sua própria comunidade. Com isso desconstruindo progressivamente o cenário de poluição ambiental acarretado pelo descarte desses materiais que podem levar séculos para se decompor. Ademais, cabe ao Poder Público,com a coadjuvação do Ministério do Meio  Ambiente,buscar a dissolução gradual do atual cenário de poluição por meio da implementação de um sistema de coleta e descarte de lixo mais eficaz,a fim de possibilitar a extensão das áreas de atuação. Por fim, tais ações atenderão, ao longo do tempo, os preceitos previstos na Constituição Brasileira.