Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 21/02/2021

Após as Revoluções Industriais ocorridas nos século XVIII e XIX, o mundo chocou-se com um intenso aumento da fabricação de produtos que tornaram as tarefas cotidianas mais práticas. No entanto, dentre as tecnologias desenvolvidas para acelerar os processos diários, a produção excessiva do plástico e o seu descarte incorreto continua a acarretar impactos negativos à sociedade atual. Nesse cenário, urge avaliar como a cultura do desperdício e a negligência governamental corroboram para essa catástrofe.

Em primeiro lugar, cabe salientar a influência da pós-modernidade no hàbito de descarte precoce de materiais. Assim, o documentário “Oceanos de Plástico”, lançado no ano de 2016, demonstra que 8 milhões de toneladas de plástico anualmente, fato que altera a cadeia alimentar da fauna aquática e pode provocar a extinção de inúmeras espécies. Inclusive, a maior parte dos produtos descartados incorretamente são compostos de plástico, a exemplo de sacolas de compras, garrafas PET e embalagens de fast-food. Todavia, essa problemática da mudança de hábitos instaurados na modernidade, como a redução do consumo e a consciência ambiental.

Convém também mencionar, em segundo lugar, a modificação da relação entre o indivíduo e a natureza no decorrer do tempo. Sendo assim, em consoante ao pensamento de Max Horkheimer, um dos filósofos fundadores da Escola de Frankfurt, o homem busca incessantemente dominar a natureza através de uma racionalidade instrumental doentia, ainda que a mesma revolte-se frequentemente contra ele. Logo, a negligência humana e estatal quanto ao combate à crescente popuição plástica no mundo advém da ideia moderna de que o lucro é mais eficaz do que a sustentabilidade. Dessa maneira, a intervenção do poder público é imprescindível para o estabelecimento de ordens socioambientais que assegurem o equilíbrio entre o ser humano e o meio natural.

Infere-se, portanto, que a redução de impactos ambientais provocados pelo plástico requer a coparticipação dos estados e sociedade. Posto isso, é mister que o governo federal, representado pelo Ministério da Educação, incentive a educação ambiental nas escolas, por meio da inserção de aulas e workshops sobre redução do consumo e reciclagem. Essa campanha teria o poder de ensinar os jovens a respeitar o ambiente e, consequentemente, fomentar a adoção de práticas mais sustentáveis. Com efeito, espera-se vivenciar um mundo mais preservado para que haja melhor bem-estar social no futuro.