Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 23/04/2021

O episódio “´Plásticos” , do documentário “História: direto ao ponto,  da Netflix, mostra dados estatísticos que preveem, até 2050, a presença de mais plásticos do que peixes em nossos oceanos. Dessa forma, é notória a problemática do desafio em descartar a grande quantidade de plásticos em desuso espalhados ao redor do mundo. Com efeito, é imprescindível enunciar o sistema de produção capitalista e a negligência estatal como pilares fundamentais da chaga.

Em primeiro lugar, é evidente o impacto do sistema capitalista nos bens ambientais. Sob tal perspectiva, é oportuno assinalar que, segundo a filósofa Hannah Arendt: tudo é permeado pela lógica de consumo e descarte. Como exemplo, temos o nosso sistema capitalista que persiste em impor um estilo de vida baseado no consumismo, provocando, assim, uma produção excessiva de lixo plástico, afetando cada vez mais o meio ambiente. Nessa perspectiva, é observável que no mesmo mundo em que uma garrafa de plástico demora 450 anos para se decompor, são compradas, por minuto, 1 milhão de garrafas plásticas de uso único - de acordo com a BCC -. Portanto, discorrer criticamente essa problemática é o primeiro passo para a consolidação de um país mais sustentável.

Em segundo lugar, é cabível pontuar que a negligência estatal colabora com a persistência da adversidade. A esse respeito, a ativista ambiental sueca Greta Thunberg defende: “é preciso aumentar a pressão sobre os detentores de poder sobre as causas ambientais.” Sob esse viés, pode-se observar, no contexto brasileiro, a falta de atenção do Estado à questão do excessivo número de plásticos que tem poluído o nosso meio ambiente, uma vez que, o poder público não tem agenciado os órgãos competentes na busca por medidas sustentáveis que venham a atenuar a ameaça a vida dos animais, a emissão dos gases poluentes e os impactos a saúde humana provocados por essa problemática.  Assim, medidas precisam ser tomadas pelas autoridades competentes, a fito de atenuar o revés.

Destarte, o imbróglio abordado necessita ser solucionado. É imperativo que Poder Legislativo crie lei que proíba o uso de sacolas plásticas em toda a rede nacional de supermercados, a fim de diminuir a produção de lixo descartável que têm poluído nossos mares, concedendo multa severa para os que não cumprirem essa lei. Em adição, cabe que o Ministério da Educação financie mais pesquisas científicas, por meio do enfoque em soluções futuras da produção de plásticos biodegradáveis, a fim de que sejam menos nocivos ao meio ambiente, sendo facilmente degradados, evitando, assim, a produção de lixo plástico em massa. Feito esses pontos, lutaremos com esperança de em 2050 encontrar mais peixes do que plásticos em nossos oceanos.