Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 12/05/2021

A “Revolução do Plástico”, no período da Segunda Guerra Mundial, foi marcada pela grande utilização de polímeros sintéticos que, devido à versatilidade e ao baixo custo de fabricação, ainda são amplamente consumidos. No entanto, por ser um material muito resistente, a lenta degradação implica a concentração de lixo e a poluição, sendo necessárias ações governamentais e sociais para a preservar o meio ambiente.

É relevante abordar, primeiramente, que o sistema capitalista é baseado no consumismo e, consequentemente, o desenvolvimento desse modelo implica o surgimento, bem como a manutenção da sociedade de consumo, conceito sociológico referente ao consumo massivo de bens e serviços. Nesse sentido, o plástico é amplamente comercializado, visto que está presente na composição de diversos objetos essenciais à sociedade. Contudo, a aquisição desses produtos extrapola as necessidades, gerando, muitas vezes, acúmulo e, posteriormente, descarte de maneira inadequada.

Em decorrência disso, como exposto no documentário “Oceanos de plástico”, a maior parte dos resíduos é destinada aos mares e provoca danos à fauna e à flora. Felizmente, existem medidas de preservação ambiental, porém estão relacionadas, majoritariamente, à emissão de gases na atmosfera, ao desmatamento e à proteção de animais terrestres. Dessa forma, a negligência com os oceanos acomete espécies marinhas, pois, além da danificação do habitat, elas ingerem os plásticos por não conseguirem distingui-los entre os alimentos. Somado a isso, o organismo dos animais absorvem toxinas liberadas pelos polímeros e essas são, lamentavelmente, transmitidas por meio da cadeia alimentar e contaminam diversos seres, inclusive os humanos.

Portanto, os impactos do plástico no meio ambiente devem ser minimizados. Cabe ao poder legislativo elaborar e aprovar uma lei em que as indústrias devem passar por um processo gradativo de diminuição de geração de polímeros, por meio da reciclagem - que utilizará produtos fabricados anteriormente como matéria prima – com o intuído tanto de reaproveitar objetos já descartados, quanto de evitar a formação de lixo. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente precisa exibir as consequências do uso indiscriminado de plásticos, mediante campanhas veiculadas pelas televisões e redes sociais para haver conscientização e engajamento da sociedade.