Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 02/06/2021

“Não podemos continuar a viver como se não houvesse amanhã, porque há um amanhã.” Essa simples reinvidicação da ativista climática Greta Thunberg, explicita os problemas ambientais vivenciados na contemporaneidade, podendo destacar o uso excessivo de plástico. Nesse sentido, evidencia-se os meios de produção em massa e a inoperância governamental e das empresas sobre o tema.

Vale ressaltar, de ínicio, a elevada demanda por produtos industrializados. Desse modo, desde a Revolução Industrial, ocorrida em meados do século XVII, houve um crescimento acelerado da população mundial, além da presença cada vez maior da mentalidade capitalista, que visava o lucro e o aumento do consumismo pela população. Com efeito, sob a perspectiva da sociedade líquida de Bauman, esses eventos, em conjunto com a fluidez de valores, que colabora para uma visão superficial das coisas, foram responsáveis pela grande popularidade do plástico, tanto por sua praticidade, como por sua resistência. Porém, essas características também o torna um desafio, devido ao seu elevado tempo para se degradar na natureza, levando a sérios problemas, como a estimativa de mais plásticos do que peixes nos oceano até 2050, segundo a Globo.

Somado a isso, destaca-se a pouca ação estatal e privada sobre a questão do lixo plástico. Sabe-se que, conforme a ciência, os oceanos podem ser considerados o “pulmão do mundo”, resposável, em média pela produção de 54% do oxigênio do mundo. Contudo, esse ambiente que deveria ser preservado, assegurando o direito do Art. 225 da Carta Magna, que garante o meio ambiente ecologicamente equilibrado, atualmente encontra-se extremamente poluído por resíduos plásticos, gerando ilhas de lixo, como a do Pacífico. Dessa forma, posturas como a da União Europeia, que aprovou uma legislação para banir o uso de plásticos descartáveis e da empresa “Ifood” que faz uso de embalagens biodegradáveis a base de mandioca, devem ser vistos como exemplos.

Evidencia-se, portanto, os impactos negativos dos polímeros na natureza. Tendo em vista que, cabe ao Estado, na figura do Poder Legislativo, criar leis que proibam o uso de plásticos supérfluos, como embalagens, canudinhos e sacolinhas, a fim de evitar o descarte irresponsável. Além disso, é necessário que a mídia, principal influenciador das massas, por meio do merchandising social, em filmes, séries e propagandas, mostre a relevância do problema do lixo na atualidade e exponha formas de substituir o plástico por materiais biodegradáveis, direcionando a população.