Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 06/06/2021

Em 1988, representantes do povo, reunidos em Assembleia Constituinte, instituíram um Estado Democrático, a fim de assegurar o direito ao equilíbrio ambiental e a sustentabilidade como valores supremos de uma sociedade fraterna. Entretanto, a pouca importância dada à necessidade de redução do consumo plástico torna a aplicação desses direitos uma utopia, trazendo impactos negativos para o meio ambiente em virtude da manutenção da cultura de excessos e da omissão do Estado.

Diante desse cenário, fica evidente que o consumismo inviabiliza  a utilização consciente de plástico. Sob esse viés, no século XIX, surgiu o conceito de Sociedade do Consumo, que critica o fato de praticamente todas as relações sociais serem baseadas em compra. Nesse sentido, o comportamento de parcela da população brasileira se relaciona à realidade consumista denunciada há mais de 100 anos, visto que homens e mulheres estão submissos aos gastos inconscientes que demandam por embalagens plásticas e, consequentemente, o lixo plástico é descartado de forma indevida no meio ambiente, provocando enchentes e desabrigando milhares de brasileiros. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Outrossim, a negligência estatal também é um entrave para a resolução da problemática. Nesse contexto, em 1992, a Organização das Nações Unidas promoveu o evento “Cúpula da Terra” e elaborou uma política de sustentabilidade, com o objetivo de desestimular o comportamento poluente. No entanto, o Brasil possui uma má gestão de resíduos, falta infraestrutura para a reciclagem, contribuindo assim para a maior quantidade de plásticos no país. Além disso, muitos animais aquáticos estão entrando em extinção devido a ingestão desses resíduos que não são cuidados devidamente pelo governo como previa a ONU. Desse modo, medidas são necessárias para resolver esse impasse.

Infere-se, portanto, que a redução do consumo plástico seja tratada com importância no Brasil. Dessa maneira, o Ministério do Meio Ambiente, cuja função é adotar o uso sustentável dos recursos naturais, deve combater, de forma eficaz, a cultura de excessos presente na contemporaneidade, por intermédio de palestras comunitárias, realizadas uma vez por semana, que poderiam se chamar “Na medida certa”. Essa iniciativa teria a finalidade de ensinar a necessidade de redução dos compostos não biodegradáveis, além de mitigar a omissão do Estado. Assim, o real objetivo da “Cúpula da Terra” será, de fato, colocado em prática no século XXI.