Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 16/06/2021

Na obra “O grito’’, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utiliza célebres nuances de pinceladas para ilustrar o espanto nas curvas faciais do personagem principal. Mais de 120 anos depois, esse sentimento se faz presente no semblante da população mundial em razão à presença de relevantes impactos do lixo plástico na natureza. Sob esse viés, destaca-se terríveis intempéries, tais como o sofrimento animal e a contaminação dos recursos naturais presentes no cotidiano hodierno. Logo, rever as ações e a situação atual é imprescindível para solucionar as vicissitudes citadas.

Nessa ótica, convém enaltecer, que dentre toda a biodiversidade planetária os bichos, principalmente marinhos, são os seres mais inocentes aos efeitos da poluição. Nessa linha de pensamento, torna-se mais frequente os acidentes e até mortes dessas espécies, já que as inúmeras sacolas plásticas, canudos e tampinhas presentes nos mares e nos oceanos ocasionam dores, ora confundidas por alimentos, ora usadas como armadilhas. Assim, é possível compreender, indesejavelmente, o dado assustador do aumento anual de 45% na mortalidade das tartarugas devido à sujidade plástica, consoante o levantamento do projeto Itamar.

Sob esse raciocínio, desde da 2° Revolução Industrial o advento da industrialização proporciona consequências nas paisagens, inclusive a degradação dos bens primários. Com essa perspectiva, o elevado consumismo da sociedade contemporânea impulsiona efetivamente os péssimos resultados ambientais em virtude do mau uso e da destinação das embalagens carbônicas, por exemplo são encontradas em leitos de rios, lago e corregos. Nesse tocante, o contexto insustentável atesta na realidade a veracidade da idéia do filósofo alemão Zygmunt Baumann, o qual afirmava por meio do livro “Modernidade Líquida’’ que a cultura do consumo é a principal marca e defeito social do século 21.

Portante, diante dos fatos supracitados, salienta-se, o perigo eminente do excesso e do descarte incorreto dos plásticos a todos. Então, urge de instituições formadoras de opiniões, como escolas, em parceria com ONGs realizar palestras socioeducativas mediante encontros semanais para comunidade - visto que atos coletivos têm imenso poder transformador- a fim de incentivar a sustentabilidade e promover esclarecimento, assim haverá menos detrito do que retratado na arte crítica “Extraordinário’’ de Vicky Muniz. Outrossim, cabe ao Estado com o conveniente auxílio das indústrias rever a legislação e plajenar verbas para pesquisas científicas por intermédio de reuniões no intuito de promover melhores embrulhos, assim como os canudos biodegradéveis, e promulgar lei de caráter obrigatório nacional no fim do uso desses em comércios. Dessa forma, a expressão retratada no quadro expressionista não fará parte da fisionomia populacional uma vez que inexistirá os efeitos dos plásticos na natureza.