Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 25/08/2021
No documentário “Oceanos de Plástico”, é mostrada a enorme quantidade desses objetos que flutuam nas águas, como são prejudiciais à fotossíntese e a muitos animais que o ingerem e morrem. No entanto, mesmo com evidências que ratificam o impacto do lixo plástico na natureza, o ser humano ainda insiste em seu uso desmedido, o que ocorre devido a um intenso consumismo presente na sociedade e à demasiada banalização do uso desses polímeros, o que compromete sua resolução.
É necessário pontuar, de início, que as práticas consumistas estão entre os fatores que mais impulsionam a destruição da natureza e a utilização dos plásticos. Sob essa ótica, e de acordo com o filósofo Hans Jonas, em seu conceito denominado “Princípio Responsabilidade”, os indivíduos devem fazer o uso responsável dos recursos naturais e não comprometê-los, para permitir o uso das futuras gerações. Porém, ao comprar produtos superflúos de maneira desordenada, o ser humano gera uma quantidade de lixo plástico absurda devido as sacolas e embalagens que os acompanham e ao descarte dos objetos antigos, o que põe a natureza em risco.
Além disso, a banalização do uso de polímeros é o principal gerador de impactos ambientais. Nesse sentido, e de acordo com o filósofo Pierre Bourdieu, em sua teoria chamada “Habitus”, os indivíduos tendem a incorporar as práticas presentes na sociedade que o cerca, muitas vezes sem questionamentos. Desse modo, o uso de plásticos descartáveis na alimentação se torna cada vez mais frequente e incorporado a quase todas as refeições, a maioria não reciclados, gera enorme resíduos e compromete a natureza.
Logo, medidas são necessárias para frear os impactos do lixo plástico no meio ambiente. O Ministério da Educação, aliado ao Ministério do Meio Ambiente, deve promover palestras nas escolas dobre o consumo consciente e geração de lixo aliado a uma sobretaxação dos descartáveis, exceto para plástico hospitalar. Isso deve ocorrer por meio de um Projeto de lei entregue à Câmara e deverá ter por finalidade criar consumidors responsáveis e diminuir o uso indiscriminado de plásticos dispensáveis.