Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 28/07/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que o descarte adequado do lixo seja estimulado, todavia existem obstáculos a serem superados, uma vez que desde a Primeira Revolução Industrial, a partir de 1970, a geração excessiva de resíduos é provocada pela falta de conscientização. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito dos impactos causados pelo lixo plástico, bem como a ineficiência dos investimentos pelo Estado acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, segundo as Nações Unidas no Brasil, o plástico é o maior desafio ambiental do século XXI, pois se estima que todos os anos 13 milhões de toneladas são depositados na natureza. Diante disso, percebe-se a falta de conscientização do descarte, de modo que intensifique o lixo nas ruas, bueiros, rios e oceanos. Além disso, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, resíduos plásticos levam mais de 400 anos para decompor. Com isso, fica evidente os problemas causados pelo acumulo dos objetos, provocando o desequilíbrio ecológico, a poluição dos aquíferos, tanto quanto a qualidade do ar, devido aos resíduos tóxicos eliminados com o tempo, como o chorume. Por isso, cabe ao Estado garantir medidas que funcione na prática, para que esse desafio seja amenizado.
Sob um segundo enfoque, de acordo com a Constituição Federal de 1988, a manutenção do meio ambiente deve ser tratada de forma correta, em favor do direito à vida. No entanto, para que isso ocorra é preciso que o Governo invista em programas que reintroduz o produto no ciclo produtivo, além do desenvolvimento de corporações da coleta seletiva, para que os problemas causados pelo plástico não cresçam ainda mais. Até porque, o ambiente merece ser bem cuidado, a fim de preservar a biodiversidade.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Segurança, sendo administrados por profissionais ambientalistas, para que seja garantido nas Escolas o conhecimento acerca do descarte correto do lixo, a fim de incentivar as novas gerações a tomarem decisões fundamentais. Além disso, ainda nesse mesmo projeto, cabe ao Governo investir em associações de catadores e coleta seletiva pelos bairros, a fim de estimular a reciclagem. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor.