Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 02/08/2021

A Carta da Terra é um documento feito pelos principais líderes progressistas ambientalistas baseados nos princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa e sustentável, na qual haja uma proteção e reestruturação da integridade dos sistemas ecológicos da Terra, assim como uma conservação e reabilitação ambiental. Todavia, nem sempre essa intenção se consolida na prática, uma vez que ainda se tem um crescente e volumoso descarte inapropriado de plástico. Dessa maneira, faz-se necessário ratificar dois ditames relacionados à problemática, sendo um deles a ingerência empresarial e estatal, bem como a incipiente educação ambiental no Brasil.

Em primeira análise, sob esse panorama supracitado, é crucial ponderar sobre como o caráter inerte do estado e das empresas é danoso ao meio ambiente. Sob tal ótica, cabe aludir à perspectiva filosófica, na qual Gilles Lipovetsky, em “Metamorfose da Cultura Liberal” aduz que o cuidado com o meio ambiente e a ética trabalhista passou a ser lucrativo para as empresas, as quais devem fomentar a cultura do cuidado do meio ambiente. Diante disso, é válido mostrar uma pesquisa feita pelo jornal Estadão, na qual é mostrado que o descarte inapropriado do plástico é a causa da morte de mais de cem mil animais marinhos por ano. Dessa maneira, infere-se, portanto, que a falta de atitude de empresas tanto privadas, quanto estatais é altamente nociva à fauna e flora de todo o bioma nacional.

Em segundo plano, cabe mostrar como o estado embrionário e mal desenvolvido da educação ambiental é um vetor negativo à prosperidade e integridade ecológica do Brasil. Diante disso, é válido enaltecer a obra musical, “Oxigênio” da banda pop Jota Quest, que clama pela necessidade da sensibilização dos brasileiros pela pauta ambientalista, prezando pela mudança de hábitos em prol de uma relação uníssona entre o ecossistema e a sociedade. Nesse contexto, para ilustrar tal cenário, é factível mostrar um levantamento feito pela ONU Meio Ambiente, mostrando que apenas 9% do plástico produzido foi reciclado e reutilizado. Logo, depreende-se que a incipiente educação ambiental é um dos grandes agravantes para mitigação de tal entrave ecológico e econômico, uma vez que a falta da conscientização ambiental faz com que não haja essa reciclagem, resultando em um cenário caótico.

Urge, portanto, que haja uma disrupção gradativa em relação às tais práticas empresariais e sociais. Sob tal ótica, é imprescindível que aconteça mudanças nas políticas internas relacionadas ao descarte inapropriado do plástico, por meio da criação de secretarias e institutos em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, voltados ao reaproveitamento do plástico, assim como fez a Nestlé, que prometeu tornar 100% de suas embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025. Tais medidas têm o objetivo de colaborar com a integridade ecológica do país e tornar a empresa mais lucrativa, segundo Lipovestky.