Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 09/08/2021
“O princípio responsabilidade”, livro escrito pelo filósofo Hans Jonas, evidência que a integridade da humanidade é norteada por ações éticas que pensam nas consequência individuais e coletivas em um curto e longo prazo. Sob esse viés, é notório destacar as questões ambientais que estão intimamente relacionadas com a sobrevivência humana, especialmente a respeito do lixo plástico, uma vez que seus impactos configuram preocupantes problemas no Brasil. Tal conjuntura é intensificada pela sociedade do consumo e pela obsolescência programada. Dessa forma, medidas são fundamentais para alterar essa realidade.
Em primeira análise, cabe pontuar que o consumo exacerbado amplia os problemas acerca do uso de plástico. Segundo Gilles Lipovetsky, filósofo francês, a sociedade hodierna é marcada pelo hiperconsumo, que caracteriza-se pela busca da felicidade por meio do consumo de objetos. Diante disso, a incessante busca de se satisfazer resulta em um consumo constante e excessivo, principalmente de materiais plásticos. Todavia, esses resíduos, frequentemente, não são descartados de forma correta, acarretando graves desequilibrios ecológicos a longo prazo - fato que contraria o “Princípio responsabilidade” de Hans Jonas. Logo, urge ações para minimizar esse impasse.
Posteriormente, é tácito elencar que a obsolescência planejada contribui para a permanencia do problema. O documentário “A conspiração da lâmpada”, lançado em 2010, retrata o momento em que empresários decidiram reduzir a vida útil de seus produtos com o objetivo de aumentar as vendas. Fora da TV, essa técnica tornou-se comum entre os fabricantes e ocasionou o aumento do consumismo. Sendo assim, materiais que demoram séculos para se decompor, a exemplo do plástico, são usados por apenas um curto período de tempo e depois são direcionados para o meio ambiente. Consequentemente, observa-se o acúmulo de microplásticos ao longo da cadeia alimentar, a turbidez da água de rios e mares, entre outras complicações ambientais nocivas para os seres vivos. Desse modo, é imprescindível a proposição de medidas capazes de atenuar essa situação.
Portanto, ao analisar o consumo exagerado e a redução da vida útil dos produtos, percebe-se a influência desse no entrave social, o que exige um plano de ações eficientes para amenizar o problema. Posto isso, compete ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com as Secretarias Municipais, por meio de investimentos governamentais, promover coleta e reciclagem de resíduos plásticos residênciais, possibilando não apenas o descarte correto, mas também o reaproveitamento desses materiais em feiras, escolas e projetos sociais, a fim de reduzir impactos ambientais causado pelo plástico a curto e longo prazo - como proposto por Hans Jonas.