Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 14/08/2021
A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado como inerente a todos os cidadãos brasileiros. Sob esse viés, conquanto o tópico seja assegurado na teoria, na prática não tem repercutido com ênfase ao se observar os impactos do lixo plástico no meio ambiente. Dessa forma, faz-se imperiosa a análise dos fatores que contribuem para o caso, como o uso excessivo do plástico e a influência midiática.
Em primeira análise, nota-se que a ausência de medidas governamentais possui íntima relação com o uso excessivo do plástico no Brasil. Nesse prisma, é visto que as esferas governamentais não promovem debates e não criam leis acerca da prerrogativa, para que o lixo seja reduzido, e nem incentiva o uso de objetos sustentáveis que agridem menos o ecossistema, como a troca do canudo plástico pelo de inox, que pode ser reutilizável. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação ao “contrato social”, uma vez que o Estado não garante que os cidadãos gozem do meio ambiente sustentável. Logo, torna-se substancial a mudança desse quadro.
Outrossim, é fundamental apontar a influência midiática como impulsionadora do uso do plástico no Brasil. Segundo o sociológo Pierre Bourdieu, aquilo que foi criado como instrumento de democracia direta não pode ser convertido em mecanismo de opressão simbólica. Entretanto, os membros da sociedade atual, ao fazer uso do plástico, influenciados fortemente pela mídia, que faz diariamente propagranda para marcas utilizadoras do plástico e que não promove campanhas a respeito dos impactos para a vida e o ambiente, contraria o pensamento do autor, o que, infelizmente, é visto no Brasil do século XXI.
Portanto, em virtude dos fatos mencionados, faz-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente - órgão responsável pela política nacional do meio ambiente -, incentive, por meio de políticas sustentáveis, a troca de materiais plásticos por aqueles que não agridam tanto a natureza, a fim de conter os impactos do lixo plástico. Comitantemente, crie propagandadas nos veículos de comunicação acerca do assunto, para que a sociedade compreenda o risco do material supracitado para o meio ambiente. Fazendo isso, o Estado estará cumprindo o seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.