Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 20/08/2021
Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorra uma patologia social. Não obstante, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra o lixo plástico no meio ambiente, verifica-se que essa visão é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à negligência estatal, mas também ao mal descarte do lixo urbano sobre o tema diante desse quadro alarmante.
Em primeira análise, cabe citar a ausência de medidas governamentais para combater o grande desleixo estatal. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos dos indivíduos, eliminar condições de desigualdade e. assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, o abandono do governo nesse setor causa diversas consequências, trazendo à tona o aumento da contaminação de praias e rios pelo despejo de resíduos plásticos nas águas, intoxicando e levando a morte os animais que habitam ali afetando toda a cadeia alimentar do local e assim também o ecossitema. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, a pouca importância social dada a esse âmbito também pode ser apontada como promotor do problema. De acordo com à Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em 2019, 40,1% do lixo produzido no Brasil foi descartado de maneira incorreta. Partindo desse pressuposto, percebe-se que uma gigantesca parte do lixo produzido na nação verde-amarela e descartado de forma incorreta, o que não e comentado e enfatizado pela população brasileira, apesar dessa barreira afetar diretamente suas vidas, surgindo o aumento de novas doenças como a cólera, leptospirose e a salmonela, que são doenças infecciosas causadas pela própria ação de mal descarte dos seus entulhos. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho.
Depreende-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos obstáculos para lutar contra os óbices citados. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, será revertido em auxílio e ajuda a despoluição e limpeza dos rios e mares, através de projetos e instituições públicas, uma vez que elas formarão meios eficazes de se fazer tal trabalho com êxito e bons resultados, com o objetivo de construir uma melhora na vida dos cidadãos e extinguir o contratempo da morte de peixes e animais marinhos por intoxicação. Dessa forma, poder-se-á diminuir, gradativamente, essa patologia social do Brasil prevista na teoria de Durkheim.