Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 30/08/2021
O romance filosófico “Utopia”, cria pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI, retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante aos impactos do lixo plástico no meio ambiente, que é um problema a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da ausência de reciclagem, mas também do uso inadequado do plástico. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro. Nessa linha de raciocínio, é primordial que a carência de investimentos na reciclagem do polímero deriva da ineficácia do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos, os quais coíbam tais recorrências. Sob a perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que, devido à baixa atuação das autoridades é necessário a produção de aproximadamente 11 quilogramas de plástico, para que, apenas um quilograma seja reciclado, pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas (ONU). Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução dessa situação caótica. Além disso, o uso inadequado desse polímero apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com a ONU, apenas seis em cada dez produtos plásticos foram usados mais do que uma única vez, antes de serem descartados. Tal conceito abordado é materializado no Brasil, haja vista que a nação brasileira tem mais 200 milhões o que, consequentemente, existem inúmeros objetos plásticos que são usados apenas uma vez. Logo, tudo isso retarda o combate aos impactos do lixo plástico no meio ambiente. Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em uma diminuição das consequências do lixo plástico no meio ambiente. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimentos, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar a reciclagem e o uso adequado do polímero, por meio de palestras ministradas por profissionais especializados na área (como mestre e doutores em gestão e engenharia ambiental), com o objetivo de informar a população sobre como usar adequadamente o plástico e como recicla-lo. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.