Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 12/09/2021
Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são um conjunto de metas elaboradas pelas Organizações das Nacções Unidas (ONU) que visam promover a qualidade de vida, por intermédio do equilíbrio entre economia, sociedade e o meio ambiente, até 2030. Dentro dessa conjuntura, tem-se como desafio atenuar os impactos do lixo plástico para o meio ambiente e para os seres vivos, que se sucede em decorrência da inércia governamental, e resulta em danos à natureza e à saúde humana.
Ressalta-se, a princípio, que a omissão do Estado em não criar políticas públicas eficazes para a questão dos resíduos plásticos corrobora com esse panorama nefasto. Nesse viés, conforme a obra “As três ecologias”, do autor Guattari, a adversidade ecológica só pode ser superada com o tripé: consciência individual, pensamento social dos impactos a longo prazo e criação de políticas públicas comprometidas com o cuidado e preservação do meio ambiente. Contudo, ao se analisar que o Brasil gera cerca de 12 bilhões de toneladas de dejetos plásticos por ano e recicla apenas 1%, conforme a ONG ambiental WWF, é indicutível que as premissas de Guattari não são aplicadas no país. Com isso, a indiferença governamental no que tange à criação de projetos para o destino e o tratamento correto do lixo plástico acarreta o acúmulo desses resíduos nos ecossitemas terrestes e marinhos. Dessa forma, o excesso de plástico nesses ambientes, lamentavelmente, é capaz de interferir em seus ciclos naturais e nas biodiversidades locais, uma vez que a matéria plástica não se decompoe facilmente na natureza.
Paralelo a isso, é lícito postular que a saúde dos seres vivos é afetada pela abundância de resíduos plásticos persistente no meio ambiente. Sob esse prisma, tem-se que o consumo exorbitante e o descarte irregular de embalagens plásticas causa o entupimento de bueiros, que, em épocas chuvosas, geram enchentes, como ocorre em grandes centros urbanos brasileiros, a exemplo, São Paulo e Rio de Janeiro, o que impacta a qualidade de vida de inúmeros cidadãos, sobretudo, os moradores das periferias. Ademais, de acordo com pesquisas da WWF, os microplásticos, oriundos da fragmentação do plástico, podem ser ingeridos por humanos e animais e desencadear uma série de patologia, tais como alterações hormonais e mutações genéticas. Evidencia-se, assim, que os impactos do material plástico no meio ambiente é precupante e danoso, sendo imperiosos criar medidas para mitigá-los.
Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, implantar programas governamentais, a exemplo, o “Programa Nacional Lixão Zero”, por meio do aumento de subsídios aos municípios, com o fito de melhorar a gestão dos resíduos sólidos urbanos, mormente, os plásticos. Com essa postura é possível minimizar os impactos maléficos desses componentes na natureza e à saúde dos seres vivos e, destarte, contribuir para a consolidação dos propósitos da ONU até o ano de 2030.