Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 20/10/2021

A constituição federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema juridico brasileiro - assegura a todos o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. No entanto, o aumento do consumo de materiais plásticos e seu descarte inadequado tem impactos negativos no meio ambiente. Isso se deve, sobretudo, à negligencia governamental e à inercia da população frente essa problemática.

A principio, pode-se considerar a negligência governamental como fator atuante na questão do lixo plástico no meio ambiente. Consoante ao discurso de Karl Marx o governo é passivo frente os problemas sociais. Dessa forma, observa-se a omissão do Estado para com o controle da produção de materiais plásticos, uma vez que inúmeras indústrias produzem constantemente milhares de sacolas e canudinhos plásticos, causadores de mais da morte de mais de 1 milhão de aves marinhas, visto que estes são descartados em grande quantidade por não serem reutilizados. Nesse sentido, as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado brasileiro não promove de forma eficiente políticas públicas para combater essa situação.

Nessa perspectiva, é evidente como a inércia da população é uma das razões pelas quais o problema persiste. Concordante ao pensamento da filósofa francesa Simone de Beauvoir, " O mais escandaloso dos escandalos é que nos habituamos a eles", tal afirmação pode ser facilmente aplicada a situação de descaso da população urbana com o uso excessivo de materiais plásticos em seu cotidiano, posto que estes não são reaproveitados e muitas vezes são descartados de forma incorreta. Assim, torna-se necessário a conscientização das pessoas acerca dessa temática.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Desse modo, o Ministério do Meio Ambiente - atuante na defesa e na conservação do equilibrio ambiental -, deve incentivar uma economia baseada na sustentabilidade, com produção consciente, reciclagem e reproveitamento, juntamente com o Estado, por meio de políticas públicas eficientes que exija a diminuição na produção materiais plásticos e a sua troca por sustentáveis, com incentivos fiscais àqueles que o fizerem, para que, assim, haja um menor impacto desses resíduos na natureza. Outrossim, deve-se haver a conscientização da população no incentivo à praticas de reaproveitamento e reciclagem. Somente assim, todos poderão usufruir de um ambiente ecologicamente equilibrado, de acordo com a constituição de 1988.