Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 05/10/2021

O grande poeta pós-modernista, Manoel de Barros, desenvolveu em suas obras uma “Teologia do Traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, é preciso valorizar a problemática dos impactos do lixo plástico no meio ambiente, ainda que seja um assunto pouco tratado pelo governo. Nesse sentido, a negligência estatal e a escassez de informações sobre a temática são impasses para mitigar os males causados pelo descarte incorreto na natureza.

A princípio, é necessário destacar a forma em que o Estado lida com a situação. Segundo a ONU, o plástico é o maior desafio ambiental e não está sendo combatido, uma vez que medidas não são tomadas para impedir o avanço do manejo incorreto do lixo. Assim, sem o cumprimento da legislação e dos acordos propostos nas conferências ambientais realizadas com mais de 150 países, os mares serão tomados pelos mais diversos tipos de plásticos. Segundo o instagram jornalístico @midianinja, a espécie encontrada na região mais profunda do oceano já possuem tais despejos no organismo, afetando todo o ecossistema aquático. Entrentanto, apesar dos alertas sobre a necessidade de cuidar do meio ambiente, os governantes não garantem o cumprimento das leis preexistentes, visto que a realização de campanhas e projetos contra os impactos negativos causados por tal problemática são extremamente raros e ineficazes.

Outrossim, consoante ao pensamento do filósofo Pitágoras, a humanidade não tem consciência dos bens disponíveis naturais, por isso poluem demasiadamente. Sob esta lógica, sem as informações necessárias para a população sobre como manusear e descartar corretamente, além da importância da reciclagem, a poluição torna-se um grande impasse a ser combatido. Logo, segundo o jornal estadunidense The New York Times, a manutenção da ignorância da sociedade sobre o assunto é benéfica para as grandes indústrias de embalagens e produtos plásticos que, em parceria com as mídias, omitem e manipulam os dados que propagam o aumento das taxas da propagação de lixo na natureza. Ainda assim, é indubitável que a maior parte dos indivíduos com acesso à internet não pesquisam mais e corroboram para a falta do conhecimento preciso para mudar a situação atual.

Isto posto, cabe ao Ministério de Comunicações, com o suporte das redes midiáticas, divulgar sobre o enfrentamento contra tal adversidade, por meio de folders e postagens chamativas, a fim de alertar a população e conscientizar sobre as medidas a serem tomadas. Além disso, é dever do Poder Judiciário garantir que a legislação seja cumprida com meios legais para que o índice de poluição diminua, com o intuito de que, mediante a essas ações concretas, o meio ambiente se recupere.