Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 27/10/2021

Premiado pelo Festival de Preservação do Meio Ambiente em 2020, ‘‘Oceanos de Plástico’’ ganhou destaque no cinema internacional ao retratar a poluição. Na obra, a poluição sistemática impulsiona a união de pescadores para suprimir a presença de um inimigo visível e  torna emblemática a epígrafe no final do documentário, a qual diz: ‘‘Oceanos - o plástico que você usa uma vez tortura o oceano para sempre’’. Sem desconsiderar o caráter enigmático do documentário, é nítido que muitas das temáticas abordadas por essa produção se fazem presentes nos núcleos urbanos brasileiros e a poluição generalizada é, sem dúvidas, uma delas. Não é necessário hesitar: viver em um país regido pela poluição faz com que se debruçar sobre o principal motivo dessa problemática e seu maior impacto social seja, no mínimo, necessário.

Nesse sentido, é indispensável frisar a falta de consciência do corpo social em relação ao lixo plástico. Isso acontece, porque, segundo dados do jornal G1, em 2019, mais de 40% de toda a produção do material plástico foi usada uma única vez e descartada. Por conseguinte, é notório perceber que o uso descartável de plástico aumenta consideravelmente a geração de lixo, o qual se acumula nos rios e aterros, prejudicando e interferindo negativamente na cadeia alimentar. Pode-se observar tal banalização de comportamento desde a crítica ‘‘Walle-E’’, da Disney, à exposição de ‘‘Fabiano’’ na obra ‘‘Vidas Secas’’, até o documentário semiárido ‘‘O Sal da Terra’’ promovido pelo ilustre fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, no qual dununcia a poluição excessiva no sertão nordestino.

Ademais, é indubitável salientar que as dificuldades enfretadas no meio ambiente não são recentes no Brasil. Isso acontece devido à falta de incentivo, principalmente, do Estado, que, por ainda ter condutas capitalistas e grande poder de influência no cotidiano da população, utiliza-se desses fatores como ferramentas para direcionar verbas públicas para setores sem nenhum respaldo importante para a sociedade, à exemplo, destinar verbas para canais televisivos. Dessa forma, tomando como base o pensamento do sociólogo Florestan Fernandes, ‘‘os indivíduos que têm capacidade de argumentação dificilmente aceitarão imposições que tolham sua liberdade de avanço criativo’’, logo fica evidente que para sanar os problemas de lixo plástico, é necessário que o Estado intervenha.

Portanto, é evidente que os impactos do lixo plástico fomenta um quadro de anomia social no Brasil. Assim, é fundamental que o Poder Executivo, mais especificamente o Ministério da Educação, disponibilize palestras, tal iniciativa ocorrerá por meio de um Projeto Educativo de Combate à Poluição, o qual coordenará um programa educativo para incentivar a reutilizição de plástico. Isso será feito a fim de proporcionar uma melhor vivência daqueles que carecem de informações educativas.