Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 30/10/2021
No filme “Wall E”, ganhador do Oscar, retrata o ano de 2700 em que o Planeta Terra estará submerso pelo lixo devido à falta de cuidado com o meio ambiente. Nesse ínterim, a ficção é o reflexo da realidade. Isso porque, na sociedade tupiniquim, resíduos sólidos- garrafas, copos e sacolas- não possuem a destinação final devida e prejudicam significativamente o ecossistema. Nesse sentido, não só um consumo excessivo de objetos plásticos e o seu descarte incorreto por parte da população, como também a omissão do Estado em fiscalizar programas voltados ao cuidado ao meio ambiente, remetem que a “ vida imita a arte”. Diante desse cenário, a cultura negligente acerca do consumo e descarte incorreto de plástico fragiliza a prática sustentável. Nessa perspectiva, conforme a ONG ambiental “WWF”, o Brasil aparece como o quarto maior gerador de lixo plástico em todo o mundo. Ocorre que o descarte indevido de materiais e acessórios plásticos prejudica o solo, potencializa doenças virais/bacterianas e causa entupimentos de bueiros. Por conseguinte, atitudes irresponsáveis de uma parcela da população brasileira – consumo demasiado de produtos fabricados por plásticos e o seu descarte em locais inadequados, como ruas e calçadas, ocasiona enchentes e proliferação de enfermidades, tal qual dengue, leptospirose e cólera- intensificam a destruição do meio ambiente. Assim, enquanto essa irresponsabilidade social se mantiver, o Brasil irá conviver com um sério problema: os danos causados por resíduos sólidos. Ademais, é imprescindível a fiscalização eficiente do Estado em políticas públicas que visem diminuir as consequências do lixo plástico no meio ambiente. Dado isso, o “ Programa Lixão Zero”, instituído pelo governo brasileiro, tem como objetivo eliminar os lixões existentes e apoiar os municípios na destinação final dos resíduos sólidos. Nesse viés, a proposta do Programa é satisfatória, desde que sua implementação e execução sejam devidamente assistidas pela administração pública e que suas finalidades sejam usufruídas. Dessa forma, a omissão estatal em fiscalizar é um empecilho na concretização de medidas que visem um menor efeito negativo do lixo, haja vista que é ignorada a supervisão de planos governamentais, capaz de quebrar com esse ciclo de negligencia. Logo, enquanto o silêncio-falta de fiscalização- do Estado for a regra, a minimização dos nocivos impactos do uso de plástico será exceção. Portanto, é emergencial que a utilização de materiais plásticos seja tratada com importância no pais verde-amarelo. Dessa forma, o Ministério do Meio Ambiente, concomitante à Secretaria de Desenvolvimento Social deve ter maior engajamento nas associações de bairro, com a finalidade de explanar em palestras e debates a serem ministrados por profissionais competentes, sobre a importância do descarte correto de resíduos sólidos, tal como o desenvolvimento da campanha “ Adote um copo”. Em paralelo, por intermédio do Poder Legislativo, com a fiscalização eficiente do programa “Lixo Zero”, os impactos negativos do lixo plástico no ecossistema brasileiro estarão distantes da película “Wall E”. são ignoradas as ações capazes