Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 08/11/2021
A animação cinematográfica ‘‘Wall-e’’, retrata um futuro planeta Terra completamente destruído após sofrer danos ambientais provocados pelo lixo. Não distante da ficção, a temática abordada no filme apresenta um dos problemas mais relevantes da sociedade brasileira: o acúmulo e o descarte de lixo plástico, em decorrência do comportamento consumista e da negligência humana, tem causado impactos ao meio ambiente e à saúde da população. Nesse sentido, convém analisar os principais fatores, os efeitos e as medidas relacionadas a esse viés social.
Diante desse cenário, vale ressaltar a influência da mídia como um fator preponderante para a problemática em questão. Acerca disso, é pertinente citar o conceito de ‘‘Indústria Cultural’’ do sociólogo Theodor Adorno, no qual ele declara que os meios midiáticos são os responsáveis por manipular e impedir o consumo consciente dos indivíduos. Seguindo tal premissa, é possível associá-la aos impactos fomentados pelo lixo, tendo em vista que o conteúdo das propagandas persuasivas faz com que as pessoas consumam produtos supérfluos de maneira desenfreada, que ao serem descartados geram uma grande quantidade de resíduos plásticos no meio ambiente. Dessa forma, a consciência e o equilíbrio socioambientais são deixados de lado, dando espaço para a degradação.
Outrossim, é imperioso destacar as consequências desse problema. De acordo com a Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, todo cidadão tem direito ao meio ecologicamente equilibrado. Embora esse código seja essencial para manutenção da qualidade de vida e saúde da população, suas garantias são deturpadas, uma vez que os ecossistemas tem sofrido cada vez mais diversos impactos provocados pelo descarte inadequado do lixo plástico, bem como a poluição dos solos e rios, a liberação de gases tóxicos na atmosfera após sua combustão e a proliferação de doenças. Logo, é inadmissível que tal fenômeno continue a perdurar.
Destarte, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para coibir esse entrave. Para tanto, cabe ao Governo Federal, por meio do Conselho de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), fiscalizar e impedir a divulgação de propagandas que incitam o consumismo. Junto a isso, é vital que o Ministério do Meio Ambiente, mediante a promoção de campanhas, conscientize os brasileiros sobre a importância da responsabilidade ambiental. Tais ações teriam a finalidade de reduzir o acúmulo e o descarte irregular do lixo plástico. Só então, será factível evitar o futuro cenário exibido em ‘‘Wall-e’’ e assegurar o bem-estar social.