Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 08/11/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada em 1948, pelas Nações Unidas, tem como preceito fundamental o dever de preservar o meio ambiente para garantir um local ecologicamente equilibrado para todos. Entretanto, os impactos do plástico na natureza são um problema persistente na atualidade, uma vez que a inexistência de políticas públicas efetivas e o descarte incorreto desses dejetos explicam bem essa temática.

Diante desse cenário, cabe pontuar como a ineficiência de políticas públicas amplia essa adversidade. Nesse sentido, o sociólogo Zygmunt Bauman vaticinou que o Estado está em crise. Sob essa lógica, para atender as demandas do capital, esse negligencia os ditames que são de sua responsabilidade. Nesse viés, a questão da ausência de investimento no setor ambiental, como na fiscalização da destinação dos plásticos nos aterros sanitários e lixões, impulsiona a perpetuação desse revés. Portanto, apesar dos avanços constitucionais, infelizmente, ainda há uma deficiência estrutural e social o que faz com que este entrave perdure no panorama atual.

Outrossim, outra causa para a configuração do óbice é a ausência de conscientização da população. Nessa perspectiva, o escritor Victor Hugo afirmou que “É triste saber que a natureza fala e o gênero humano não ouve”. Por esse lado, destaca-se que o descarte incorreto de plásticos ocasiona diversos impasses para o meio ambiente e os seres vivos, como inundações por causa do entupimento dos bueiros e morte de animais aquáticos pela quantidade de dejetos encontrados em rios, lagos e mares, e, dessa forma, a falta de debate acerca dessas consequências impedem a resolução desta problemática. Logo, é inadmissível que este empecilho perdure na coletividade, posto que existem leis nacionais que visam combatê-lo.

Destarte, entende-se a necessidade de propor ações capazes de extinguir os impactos de plástico na natureza. Para tanto, o Estado, como ente provedor do bem-estar social, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, deve investir na contratação de pessoas especializadas na fiscalização da destinação do lixo e na reciclagem, por meio do direcionamento de verbas para esta finalidade, com o intuito de reduzir a poluição e garantir uma melhor qualidade de vida para os indivíduos. Além disso, a mídia, a qual possui a função de divulgar informações, precisa, por meio de campanhas e propagandas, informar e conscientizar a sociedade sobre os riscos do descarte incorreto do plástico. Somente assim, o que está preceituado na Carta Magna será cumprido.