Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 09/11/2021

O plástico é um composto químico derivado do petróleo que muito auxilia no cotidiano das pessoas. Ele facilita a armazenagem de alimentos, compõe produtos tecnológicos e é usado até mesmo em pastas de dentes, agindo como agente abrasivo que potencializa a limpeza bucal. Contudo, esse elemento gerou um dos maiores desafios da humanidade, pois, se por um lado ele ajuda no dia a dia, por outro ele não se decompõe e tende a se acumular na natureza. Em face disso, percebe-se, então, a urgência que a população precisa ter em diminuir seu consumo e substituir esse composto por outro, mas não se deve jamais delegar essa tarefa ao Estado.

Os resíduos sólidos, gerados pelo descarte irresponsável do plástico, criam uma grave ameaça a todo um nicho ecológico, em especial oceânico. A Doutora Sonia Lopes, professora da USP, mostra em seus livros o quão perniciosa é a relação dos polímeros plásticos na cadeia alimentar marinha. Além de destruir corais, que são o refúgio de várias espécies marinhas, ela pode desencadear a morte de animais de uma mesma espécie, ocasionando assim, um desequilíbrio ecológico nefasto. Desse modo, as águas marítimas ficam sujeitas em aumentar sua acidez, há mais liberação de gás carbônico para a atmosfera e, consequentemente, o impacto para os humanos é inevitável. Todo esse lixo vai, portanto, desencadear processos destrutivos para os homens e, por essa razão, precisa ser freado.

Todavia, o processo de solução desse problema, em momento algum, deve passar pela mão de burocratas. Ele é simplesmente complexo demais para resolver em uma canetada. Todo esse imbróglio causado pelo plástico foi culpa sim da iniciativa privada. Entretanto, é ela própria que conseguirá contornar esta situção, não os estatistas. Haja vista que toda solução proposta por algum governo conduz a outra questão, sem solucionar de fato a premissa. Por exemplo: quando há aumento de preços, é comum governantes congelarem o preço, o que gera escassez (outra perturbação). Já nesse caso, tem-se a referência do agora engenheiro Boyan Slat. Esse holandês desenvolveu uma máquina que limparia os oceanos em 5 anos. Ou seja, o setor privado, então, corrige sua respectiva falha.

A única coisa que o Estado deve fazer, enfim, é sair do caminho daqueles que realmente irão remediar tal adversidade. Para isso, se faz mister que a casa legislativa de cada um dos países membros da ONU, promulguem leis de incentivo a empresas que se disponham em dar o adequado tratamento aos lixos de natureza plástica, como abaixar impostos e subsidiá-los se preciso for. Com essa ação, além de estimular a geração de empregos nessa área, ele diminuirá a disponibilidade desses entulhos no meio ambiente. Assim, dará a possibilidade e as ferramentas apropriadas à iniciativa privada, de reparar gradativamente os estragos que ela mesma estimulou durante décadas.