Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 18/11/2021

Em 1985, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituinte - instituíram o Estado de Direito, a fim de assegurar o bem estar e o meio ambiente como valores supremos de uma sociedade fraterna. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os impactos do lixo plástico no meio ambiente, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Atribuem-se a isso dois fatores principais: a escassez de investimento em projetos de preservação ambiental e a falta de conhecimento.

Nesse contexto, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a carência de investimento. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do contrato social, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o meio ambiente, o que é evidente no país. Nesse sentido, é nítida a insuficiência de investimento governamental, pois ainda existem muitas regiões desmatadas e a superexploração contínua, podendo levar à extinção de diversas espécies.

Ademais, é fundamental apontar a falta de conhecimento como impulsionador dos impactos causados na natureza por poluentes. Nessa perspectiva, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa da carência de conhecimento: se as pessoas não têm acesso à informação sobre o meio ambiente, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação dos problemas ambientais gerados pelos lixos. Diante de tal exposto, a poluição na natureza representa grave problema e fragiliza aquilo que a Carta Magna declara como indispensável: o meio ambiente.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater os impactos do lixo plástico no meio ambiente. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação e o Ministério do Meio Ambiente, por meio de verbas, façam projetos nas escolas para conscientizarem a respeito da natureza e construam novas escolas em regiões de vulnerabilidade. Para que todos tenham acesso à informação. Assim, será consolidada uma população mais consciente, em que o Estado desempenha corretamente o seu contrato social, tal como afirma John Locke.