Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 16/11/2021
No longa-metragem da Disney, Wall-E, é apresentado ao telespectador um planeta Terra inabitável e completamente tomado por lixo, que em grande parte é composto por resíduos plásticos. Paralelamente à ficção, a realidade não se mostra – infelizmente – muito longe da perspectiva ali exposta. Assim, no que tange à questão do uso de plástico na sociedade hodierna, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da priorização de interesses financeiros e do descarte inadequado do material que pode levar à morte de diversas espécies.
Deve-se pontuar, de início, que o mundo contemporâneo pauta-se em uma ideologia consumista. Nesse viés, é vantajoso que as grandes corporações contêm com a produção em larga escala de materiais plásticos - já que esses são mais baratos de se produzir que os produtos ecologicamente corretos - atendendo assim a demanda do mercado e os interesses daqueles que controlam a economia. A saber, segundo o “World Wildlife Fund” o Brasil está entre os cinco maiores produtores de lixo plástico do mundo, reflexo dessa política de produção inconsciente e sem freios.
Como se apenas a produção na escala dos milhões não fosse problema suficiente, há ainda o descarte inadequado desse material que leva à morte de diversas espécies nos mais variados biomas. Conforme o Fórum Econômico Mundial de Davos, até 2050 haverá mais plástico nos oceanos do que peixes; informação de extrema relevância e risco, uma vez que diversos animais marinhos confundem esse lixo com suas presas, ingerindo-o e morrendo no processo. Quando não morrem, o risco é transmitido aos seres humanos, que ao se alimentarem desses animais entram em contato com substâncias presentes no plástico capazes de causar diversos danos à saúde, como tumores e abortos.
Portanto, é fundamental que o Ministério da Educação desenvolva no ensino fundamental uma política de consciência sobre o uso e descarte adequado do plástico, por meio de aulas teóricas e práticas sobre o assunto, para que se implante uma cultura forte desde a base nas futuras gerações. Além do mais, é bom que a iniciativa privada - no que tange a toda a cadeia do setor de bens de consumo não duráveis – invista na criação de mercados com plástico zero ao usar embalagens reutilizáveis de vidro e metal no lugar das de plástico; a fim de envolver a comunidade ativamente no processo de compreensão.