Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 22/04/2022

Manoel de Barros, poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, é necessário discutir sobre os impactos do lixo plástico no meio ambiente, já que a negligência estatal e a reduzida discussão nas escolas são fatores agravantes desse entrave.

É relevante abordar, primeiramente, que o descaso, por parte do Estado, em desenvolver uma economia mais sustentável está diretamente ligado aos efeitos do lixo plástico na natureza. Nesse sentido, na teoria da percepção do estado da sociedade de Émile Durkheim, sociólogo francês, abrangem-se duas divisões: “normal e patológico”. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que um ambiente patológico, em crise, rompe com o seu desenvolvimento, visto que um sistema falho não favorece o progresso coletivo. Dessa forma, constata-se que, enquanto não houver medidas eficazes para contornar esse problema, a população brasileira dificilmente irá progredir.

De outra parte, vale destacar que a sustentabilidade deve ter maior importância nos debates escolares. Diante dessa perspectiva, é lícito referenciar o filosófo grego, Platão, que, em sua obra " Mito da Caverna", no qual homens, acorrentados numa caverna, viam somente sombras na parede, acreditando, portanto que aquilo era a realidade das coisas. Assim sendo, é notório que, em situação análoga à metáfora abordada, os brasileiros, com pouco acesso ao conhecimento acerca das consequências geradas pela poluição do plástico no meio ambiente contribuem para esse panorama inercial.

Verifica-se, então, a necessidade de explorar métodos que atenuem os impactos do lixo plástico no meio ambiente. Para isso, é sine qua non que as instituições de ensino, por intermédio de campanhas anuais, com professores de geografia e química, orientem os estudantes sobre como substituir aos poucos materias plásticos por materiais menos nocivos à natureza. Desse modo, espera-se a construção de uma sociedade, a qual dê valor às situações frequentemente ignoradas como descreveu Manoel de Barros.