Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 05/10/2022
A Constituição de 1988 – norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro – assegura que todos têm direito ao meio ambiente equilibrado ecologicamente, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo. Sob essa ótica, é notório que esse artigo não é colocado em prática, visto que a quantidade de lixo no planeta que impacta nos biomas cresce de maneira exponencial. Dessa forma, não só há a falta de consciência do consumidor, como também há a o impacto diretamente no reino animal.
Nesse contexto, tem-se a falta de compreensão do usuário como peça-chave do impacto. Segundo Simone Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles.” Nessa lógica, a população se acostumou com a quantidade de plástico e com seu crescimento, na qual tem o pensamento que não tem mais o que fazer para diminuir esse aumento e continua com o consumo de forma irresponsável. Logo, percebe-se que o plástico não é o problema, e sim o uso inadequado dos consumidores durante o seu dia, que não pensam na futura geração e dos animais que sofrerão com esses efeitos (do uso irresponsável).
Ademais, tem-se o impacto no reino animal como uma das consequências do problema. De acordo com a ONU, 80% do lixo no oceano é plástico. Ou seja, quanto mais plástico nos oceanos maiores são as consequências. Com isso, o polietileno (forma química do plástico) em contato com a água do oceano e com a luz do sol, solta microplástico, na qual os animais marinhos se alimentam e morrem por intoxicação, ou até mesmo sacolas plásticas que são confundidas com alimento. Diante do exposto, isso tudo passa a ser um ciclo até chegar no topo da cadeia alimentar (onde estão os humanos) que também se alimentam do lixo, que eles depositaram nos oceanos, na qual estão no organismo dos animais aquáticos.
Com isso, observa-se a importância do debate dos impactos do plástico no ecossistema. Cabe ao Ministério da Educação, junto ao Ministério do Meio Ambiente, levarem o assunto e os problemas, por meio de debates, filmes, peças teatrais (uma forma de sensibilizar) nas instituições de ensino, a fim de trazer uma melhor consciência sobre o assunto, para que os alunos aprendam a manuseá-lo de forma responsável, como reutilizar, reciclar ou até evitar seu consumo.