Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 10/10/2022

A Constituição de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assegura que todos têm direito ao meio ambiente equilibrado ecologicamente, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo. Sob essa ótica, é notório que essa parte da Carta Magna, não é colocado em prática, visto que não só há a falta de consciência do consumidor, como também há o impacto diretamente no reino animal.

Em primeiro plano, evidência-se a ausência de compreensão do usuário como fator determinante para a persistência da problemática. Segundo Simone Beauvoir, “O mais escandalosos dos escândalos é que nos habituamos a eles.” Nesse sentido, percebe-se que a população se acostumou com a quantidade de plástico e com o seu crescimento, a qual tem o pensamento de que não tem mais o que fazer para diminuir esse aumento e continua com o consumo de forma irresponsável. Dessa forma, verifica-se que, infelizmente, mesmo após avanços na legislação sobre o meio ambiente, ainda há uma deficiência nas políticas públicas, o que faz com que o cuidado ao ecossistema permaneça no papel.

Ademais, convém ressaltar que há o impacto diretamente no reino animal. De acordo com a ONU, 80% do lixo no oceano é plástico. Nessa lógica, percebe-se que é inaceitavél a permanência do uso irresponsável do polietileno (forma química do lixo plástico), isso em contato com a água e a luz do sol, solta microplásticos que intoxicam os animais aquáticos da região e afeta no ecossistema, já que desequilibra a cadeia aliementar, que há muitas mortes de animais por intoxicação. Portanto, indubitavelmente, faltam medidas afetivas pelas autoridades competentes para resolver o impacto do lixo plástico no meio ambiente.

Logo, indiscutivelmete, ações são necessárias para minimizar o problema do polietileno nos ecossistemas. Cabe ao Ministério da Educação, junto ao Ministério do Meio Ambiente, levarem o assunto do tema, como impactos e problemas que a humanidade gera a cerca do plástico nos biomas, por meio de debates, filmes, peças teatrais (forma de sensibilzar), nas instituições educacionais e mídia, a fim de trazer uma melhor consciência sobre o tópico, para que as pessoas possam usar o polietileno de forma responsável, como reciclar, reutilizar e até evitar o consumo.