Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 03/02/2023

No filme americano “Aquaman”, o rei da cidade submersa de Atlantis motivado pela poluição dos oceanos, vinga-se da espécie humana ao enviar toneladas de lixo à superfície. Esse panorama elucida a necessidade de reduzir o despojo e ampliar o reprocessamento, visto que em paralelo com a ficção, na realidade brasileira, a exorbitante quantidade de lixo plástico no meio ambiente é não somente prejudici-al ao ecossistema aquático, como também acelera a crise climátima.

Diante desse cenário, é válido retomar o aspecto supracitado quanto ao impacto nocivo do plástico na hidrosfera, o qual está presente desde a Revolução Industrial, a qual propiciou o aumento da produção, e assim, o crescimento dos hábitos de consumo. Sucessivamente a isso, excede-se também o descarte de produtos como garrafas, sacolas e embalagens, que acabam lançadas em polos aquosos e por con- seguinte acarretam na morte da vida marinha, seja por ingestão ou por aprisiona-mento. Isso, posto que, segundo o Ministério do Meio Ambiente, o tempo de de-composição desse material é em média 400 anos, é imprescindível a alteração desse quadro.

Vale, também, ressaltar a intensificação da crise climática como outro efeito dessa problemática. Tal conjuntura, ocorre, principalmente, por conta da alta contribuição do plástico nas emissões de dióxido de carbono. Segundo a ONU Meio Ambiente (agência da Organização das Nações Unidas), bilhões de toneladas de material reciclável são depositadas nos oceanos. Logo, há um enorme acervo de dejetos emitindo gases de efeito estufa e, portanto, corroborando com o aqueci-mento global e a promoção da vulnerabilidade da biosfera.

Diante do exposto, são necessárias medidas para mitigar essa problemática. Para tal, cabe ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática (MMA) articular a retirada do plástico dos rios e mares. Associadamente à ação do MMA, o poder Legislativo deverá elaborar uma lei que não só interrompa a produção desse item, como também fomente as empresas, através de incentivos fiscais, a reaproveita- rem o material que será retirado da hidrosfera, a fim de recuperar a saúde do meio aquático. Dessa forma, progressivamente o país estará mais próximo da susten- tabilidade.