Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 30/08/2019
Desde a Constituição de 1988, a adoção no Brasil é vista como uma medida protetiva à criança e ao adolescente. Isso significa que o sistema de adoção visa priorizar o bem estar das crianças e adolescentes, muito além dos interesses dos adultos envolvidos. Entretanto, diversos são os impasses no processo de adoção, como a formação de perfis específicos e
o preconceito na fila de adoção.
Segundo os dados do CNA, o Cadastro Nacional de Adoção, temos 6 vezes mais pessoas querendo adotar, do que crianças aptas a adoção. A partir disso fica mais fácil observar que a procura por crianças com critérios preestabelecidos como, a faixa etária entre 0 e 2 por acreditarem que a participação ideológica é mais forte, a etnia branca, por se tratar, em sua maioria,de uma elite brasileira branca, o gênero feminino, e a ausência de patologias, tornam o perfil muito especifico, ocasionando um impasse para o sistema de adoção, já que os pais não querem adotar qualquer criança.
Além disso, analisando os elementos dos órgãos do CNA e CNJ, é muito dificultoso no Brasil, que casais homo afetivos ou de família monoparental consigam adotar uma criança, devido a questão do preconceito cultural já pré estabelecido por um grupo, que torna o processo na fila de adoção mais demorado para estes, levando de até 6 à 8 anos de espera ou até mesmo impossível, muitas vezes sendo colocados como incompatíveis no sistema de adoção.
Urge, que o excesso de exigências das famílias por critérios predefinidos e o preconceito na fila de adoção são grandes fatores dificultadores no processo de adoção. Sendo assim, medidas são necessárias para resolver o impasse como campanhas midiáticas organizadas por ongs que tratam do assunto para que, com o grande poder influenciador da mídia, consigam conscientizar as pessoas de que não se deve escolher as crianças se baseando em critérios preestabelecidos. Além da participação do CNJ, para que acorra uma maior fiscalização em relação aos tipos de famílias que são classificadas com incompatíveis, por motivos de preconceituosos, a fim de estabelecermos um sistema mais justo para todos, visando, sobretudo o bem estar da criança.