Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 30/08/2019
Na novela brasileira Chiquititas, é retratada a história de crianças e adolescentes que vivem em um orfanato, e as dificuldades pelas quais passam para que a legitimação ocorra efetivamente. Embora seja uma obra de ficção ela demonstra a realidade do processo de adoção no Brasil. Nesse sentido, é inegável que existem empasses para que esse procedimento se desenvolva da melhor forma possível.
É pertinente ressaltar a questão do estereótipo desejado pelos futuros pais como um problema. Isso ocorre porque em sua maioria critérios de seleção estão fortemente presentes, como por exemplo a ausência de irmãos. Um elemento que comprova isso são os dados do Cadastro Nacional de Adoção, em que cerca de sessenta e seis porcento dos brasileiros interessados em adotar não querem crianças com laços de irmandade.
Concomitantemente a essa dimensão social, outro empasse para que seja realizada a adoção é a burocracia. Dentre os transtornos formados pela demora está o alcance da idade em que a criança não é mais desejada, justamente pelos perfis impostos pelos possíveis pais. Segundo uma pesquisa feita pelo Concelho Nacional de justiça, o jovem só é colocado para a adoção após em média quatro anos, o que dificulta ainda mais esse processo já complicado.
Portanto, é preciso agir. Cabe ao Estatuto da Criança e do Adolescente auxiliar no processo de seleção do adotado, isso pode ser feito por meio de campanhas que questionam os esteriótipos impostos pelas pessoas interessadas em adotar, como debates e discussões compreensivas. Mas só isso não basta, é conferido a Defensoria Pública diminuir a burocracia desse procedimento, que pode ser feito através da regulamentação mais simples e de fácil realização, como por exemplo a utilização de meios tecnológicos durante o decorrer desse recurso. Com essas medidas espera-se que esse fato social será gradativamente superado no país.