Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 29/08/2019
Toda criança e adolecente tem direito a um lar, família e amor. Com isso, desde 1990, o ECA garante e prioriza essas necessidades oferecendo á eles a convivência familiar e comunitária. Entretanto, no Brasil, a adoção se tornou um desafio devido ao longo tempo de espera para adotar, assim como, muitas vezes, famílias exigem um padrão para as crianças, por exemplo, a preferencia por recém nascidos, deixando de lado os que estão no orfanato a mais tempo.
A priori, quando se fala em adoção é preciso entender a evolução do conceito de família (desde a conservadora, á multirracial). Nesse sentido, a lei não acompanha essa nova adaptação e muitas vezes desconsideram o pedido de adoção para casais que não correspondem o que é exigido pelo Estado, como casais homosexuais e pais ou mães solteiros.
Além disso, outro padrão considerado um impasse é o determinado pela família. Apesar de muitos casais famosos se mobilizarem a favor da adoção e a importância do acolhimento independente de cor ou idade (como o casal Gagliasso) e influenciam muitos seguidores a fazer o mesmo, ainda existe pessoas que fazem distinção das raças e implica diretamente na escolha de uma criança.
É notório a importância desse assunto e a emergência de uma solução. Então, é necessário que o Estado mude o pensamento retrógrado e através do Poder Legislativo atualize as leis de acordo com o contexto vivido atualmente. Ademais, campanhas devem ser feitas em conjunto com o ECA e a mídia para conscientizar a população brasileira, não apenas para adotar, mas também para a ajuda comunitária em orfanatos. Portanto, mediante a esses feitos, teremos uma sociedade mais solidária em relação as crianças e adolecentes.