Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 26/08/2019
A animação Madeline retrata a vida de doze crianças órfãs que vivem em um orfanato, como é de se esperar de uma obra infantil as aventuras da garota são expostas de forma entusiasmada e feliz, apesar da sua condição. Conquanto, a realidade se diferencia da ficção, exclusivamente no Brasil, já que o número de órfãos e de possíveis pais adotivos são desproporcionais, causando assim diversos impasses no processo.
Antes de tudo, é importante ressaltar que os impasses ligados à adoção são um problema de assistencialismo social. Em pesquisa disponível no site “Correio Braziliense”, dados relatam que 66% dos brasileiros dispostos a adotar não querem acolher irmãos da pessoa que adotaram, e crianças e adolescentes que passam dos quinze anos de idade muito provavelmente permaneceram no orfanato até os dezoito anos (data limite), demostrando assim como o sistema é cruel com os que ficam e com aqueles que são deixados involuntariamente por irmãos ou familiares.
A partir dos dezoito anos o órfão é obrigado a sair do orfanato e encarar o mundo, sem ao menos ter um trabalho para assegurar sua renda, uma faculdade ou curso, ou seja, o jovem é simplesmente tratado com descaso, como se fosse apenas mais um número que bateu sua idade limite e precisa ser descartado para que novos “números” cheguem até o estado, não é muito diferente do que acontece com quem chega a velhice no exercito, por exemplo, mas o problema que no caso supracitado são crianças deixadas ao acaso e não veteranos de guerra.
Portanto, é notório os impasses ligados à desproporcionalidade de pais adotivos e crianças residentes nos orfanatos, bem como o descaso que o estado mostra aos órfãos de “idade avançada”. Desta forma, é mister que campanhas de encorajamento à adoção sejam divulgadas pelo estado por meio de propagandas e incentivos de diminuição de impostos para quem adotar um órfão, de igual forma deve-se preparar as crianças que permanecem nos orfanatos com cursos, e capacitações para prover um futuro digno assim que deixarem o orfanato e adentrarem a vida adulta.