Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 26/08/2019

No Brasil, há um grande impasse quando o assunto é a adoção, pois existem muitas famílias dispostas a adotar, porém há uma incompatibilidade entre essas famílias e o perfil dessas crianças e adolescentes, que envolvem a idade dessas crianças, e se possuem irmãos ou não. Esse fenômeno deve ser combatido com a quebra desse preconceito e com o incentivo a adoção sem distinção dessas crianças e adolescentes.

Em primeira análise, podemos observar que, segundo Cadastro Nacional de Adoção, as famílias cadastradas para participar do processo de adoção preferem crianças sem irmãos e com idades inferiores a 15 anos, e com essas preferências tão rígidas e radicais, algumas crianças passam toda a sua infância e adolescência no abrigo, e são despejadas desses abrigos quando completam a maior idade, e consequentemente acabam morando na rua.

Em segunda análise, de acordo com os dados do Cadastro Nacional de Adoção, o número de famílias cadastradas e muito superior ao de crianças e adolescentes inscritos no CNA, entretanto, das 4.881 crianças, 65,68% possuem irmãos e das 40.306 famílias que querem adotar, 65,89% não querem crianças com irmãos. Em decorrência disso, poucas crianças acabam sendo adotadas e quase nenhuma deles conseguem experimentar o amor e a educação proveniente de uma família.

Diante do exposto, é necessário combater o preconceito e a distinção com crianças mais velhas e com irmãos durante o processo de adoção. o Ministério da Família e do Direitos Humanos deve convocar periodicamente as famílias que estão cadastradas programa de adoção para participar de palestras e congressos, afim de convencer que à adoção é um ato de amor e que não deve haver nenhum tipo de empecilho entre as famílias e essas crianças que tanto aguardam pela adoção.