Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 18/09/2019
Desde os séculos passados o processo de adoção vem ganhando destaque, uma vez que a cada ano o número de crianças e adolescentes a serem adotadas cresce significativamente. Uns dos motivos para o crescimento de jovens nos abrigos são a falta de condições de diversos pais e a falta de planejamento. Além disso, adolescentes que vivem nas ruas e por consequência são usuários de diversas drogas; esses são os que mais procuram abrigos para tentarem abandonar esses entorpecentes e terem uma família.
No Brasil, o processo de adoção é muito dificultoso, já que é preciso estabelecer diversos temas a respeito desse assunto. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), um dos meios para se conseguir adotar uma criança é ter no mínimo 18 anos, não ser avô, bisavô e até mesmo irmão. Pesquisas apontam que o número de adotantes é superior ao número de crianças aptas a serem adotadas.
Ademais, a maioria dos casais ou pessoas sozinhas procuram crianças com faixa etária abaixo de 1 ano, os quais têm um sonho de formarem uma família. Porém, o número de crianças aptas com menos de um ano é bastante pequena, cerca de 6%. Além disso, a maioria procuram jovens de pele clara, ao afirmar terem receio de adotar crianças com pele mais escuras porque essas poderiam sofrer preconceitos.
Portanto, o processo de adoção no Brasil vem crescendo e inclusive o tempo médio de permanência nos abrigos é de dois anos, contudo não é isso que ocorre exatamente. Muitos ainda passam sua vida inteira à espera de uma família. O governo, por meio do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), deve tentar estimular a adoção não só de bebês com um ano, mas também com crianças acima de cinco anos de idade, a fim de reduzir o número destas nestes abrigos, para que assim se obtenha uma melhor condição de vida para milhares de pessoas.