Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 15/09/2019

No filme “Meu Malvado Favorito”, três meninas são adotadas pelo supervilão Gru e transformam a vida do personagem principal. Na vida real não é tão fácil assim. Os impasses no processo de adoção no Brasil são altos e, na maior parte, são lentos. Duas esferas são as exigências das famílias no perfil da criança e as diversas burocracias.

A maioria dos indivíduos que entram com o processo de adoção enfrentam meses e anos para que o procedimento conclua. Tal fato se dá em decorrência das exigências das famílias em relação a descrição do futuro adotado. Segundo levantamentos, o perfil mais procurado é de crianças com menos de quatro anos, brancas, sem problemas de saúde e sem nenhum irmão. Dessa forma, a adoção não é realizada, já que a realidade brasileira não corresponde com as imposições feitas, pois a maioria dos meninos e das meninas têm mais de três anos, são pardos ou negros e muitos têm irmãos.

A burocracia que existe no sistema de perfilhação, muitas vezes, tira a chance de uma criança ganhar um lar. Os mecanismos necessários, como a destituição do poder familiar biológico, geram atrasos para os jovens irem aos abrigos temporários e assim serem escolhidos por uma família. Com o passar do tempo, eles ficam mais velhos e saem do padrão de adoção mais procurado. Dessa maneira, os recursos utilizados são falhos e acabam com o sonho de várias pessoas.

Diante dos fatos mencionados faz-se necessário que as autoridades criem campanhas de incentivo à adoção tardia, para que as pessoas não tenham mais preconceitos ou tantas condições quanto as crianças. É primordial também que agilizem a guarda delas e cumpram os prazos, através da criação de mais Varas da Infância e Juventude e de uma maior fiscalização.