Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 28/08/2019
Segunda a primeira lei de Gregor Mendel, a lei da Segregação, afirma que as características genéticas de um indivíduo - filho- são herdadas por uma troca de material genético de um pai e mãe. Por outro lado, a adoção é um processo que não está relacionado à ciência, mas sim aos laços afetivos dos candidatos e o desejo de formar um família. Entretanto, na sociedade brasileira, esse processo sofre impasses sociais graves, principalmente no quesito à exigência das famílias em relação ao perfil da criança e a falta de preparo no planejamento familiar. Em primeiro plano, deve-se destacas que alguns pré-requisitos feitos pelos pais são de construções sociais preconceituosas. Em geral, a maioria das crianças e jovens que estão na adoção são de etnia negra. Essa realidade possui raízes históricas, uma vez que, a escravidão no Brasil causa efeitos negativos que perpetuam sobre os negros até os dias atuais, dificultando sua inserção ao mercado de trabalho e por conseguinte acabam não possuindo condições financeiras para criar seus filhos. Logo, categorizar um perfil é contribuir para a propagação de preconceitos, principalmente racismo, permitindo que milhões de crianças continuem na fila de espera. Em face ao exposto, para reverter o quase grave que se encontra a população brasileira no tocante ao processo de adoção, é fundamental a união de esforços dos setores públicos e da sociedade como um todo. Assim, é urgente que a Secretaria da Educação, em parcerias com a Mídia - órgão responsável responsável por influenciar a massa populacional - crie programas televisivos ou cibernéticos capazes de orientar a população sobre a importância da quebra de estereótipação das crianças órfãs. Além disso, cabe ao Conselho Nacional de Justiça, através do uso de inteligência artificial, criar um banco de dados com intuito de monitorar psicologicamente as famílias pós processo de adoção. Com tais ações, restaurará o bem-estar de todos os envolvidos no impasse da problemática.