Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 02/09/2019

De acordo com a Constituição de 1988, a adoção no Brasil é vista como uma medida de proteção e bem estar às crianças e adolescentes. No entanto, devido a burocracia no processo de adoção torna-se necessário um olhar mais crítico em relação às políticas públicas.

Em primeira análise, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no Brasil 47 mil crianças e adolescentes estão acolhidos em abrigos, sendo que destas, apenas 4.802 estão aptos à adoção. Em contrapartida 39.872 pretendentes à adoção estão inscritos no Cadastro Nacional de Adoção (CNA).

Em segundo lugar, dos mais de 4 mil que estão aptos à adoção, existem impasses como a burocracia do processo de adoção e a especificidade do perfil de criança enquadrado pelos pretendentes o que acaba dificultando e prolongando o encontro da criança desejado pelos pais.

Logo, torna-se evidente, a criação de mecanismos de aproximação, como o apadrinhamento afetivo, que dá a oportunidade das famílias conviverem com as crianças antes da adoção. É necessário também, que hajam mudanças nas políticas públicas para que elas priorizem o atendimento às famílias, antes de retirarem às crianças do ambiente aonde vivem.