Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 29/08/2019

Segundo a perspectiva de Mahatma Gandhi: " Temos de nos tornar a mudança que queremos ver". Analisando a sociedade brasileira que rejeita crianças no sistema de adoção por conta de sua raça, cor  ou idade percebe-se a necessidade pelas mudanças clamadas por Gandhi.

Em primeiro plano, a prosperidade de adoção no Brasil encontra obstáculos em uma sociedade preconceituosa. A esse respeito, o coordenador da campanha “Mude de destino”, Francisco Oliveira Neto diz: “Há uma grande diferença entre a criança desejada, pretendida por aquele que quer adotar e o tipo de criança existente. Nessa dificuldade de encontro, o principal elemento de restrição é a idade.”  Ocorre que a maioria das pessoas aptas a adotar buscam crianças com até 3 anos, brancas e sem doenças congênitas.

Por conseguinte, essa seleção mantém muitas crianças ainda em abrigos, o que pode acarretar em problemas emocionais à esses indivíduos que poderiam ter um lar mas por conta da procura por crianças com critérios preestabelecidos, não conseguem. Esses adolescentes e crianças podem chegar a sofrer com doenças psicológicas, como a ansiedade e depressão por conta da falta de uma família e da carência afetiva. A esse respeito o Teórico Wallon afirma que afetividade é essencial para o desenvolvimento da criança.

Portanto medidas são necessárias para resolver esse impasse. Devem ser feitas campanhas organizadas por ONGs através da mídia, que tem um grande poder influenciador, para que haja uma conscientização da sociedade e que a mesma perceba que não se devem escolher crianças se baseando em sua cor, raça ou idade. Só assim o Brasil será um País que da lar as crianças em adoção.