Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 03/09/2019

De acordo com o Conselho nacional de justiça (CNJ), o Brasil possui em torno de 8,7 mil meninos e meninas à espera de uma família e um número bem maior de pretendentes à adoção. Porém a morosidade nos processos de perfilhação e o embate entre o perfil requerido pelos adotantes e o perfil das crianças que estão nas instituições de abrigo, dificulta a efetivação na formação de um novo lar.

É imprescindível que toda criança  possa usufruir do direito á família, carinho e afeto, todavia os orfanatos e casas de abrigo cheios no Brasil revelam uma realidade distante. Muitas das vezes as pessoas que desejam adotar visitam essas instituições, porém não encontram o perfil de filhos que desejam ter, que é na maioria das vezes branco, menor de 4 anos e sem irmãos, o que é quase impossível, levando em conta que essas crianças chegam bem pequenos aos abrigos, mas são abandonados pela sociedade civil e pelo estado.

Outro grande impasse na hora de adotar é a demora nos processos de perfilhação, principalmente no que diz respeito a justiça. Segundo o Conselho nacional de adoção (CNA), a média de tempo no Brasil para que um pretendente à adoção possa finalmente formar um novo lar é de 3 anos. Nesse período a criança já amadureceu, não atendendo mais à expectativa dos futuros pais, que muitas vezes desistem também, em motivo da burocracia existente.

A infância deve ser marcado por afeto e acolhimento, para que haja pleno desenvolvimento da criança. Por isso é necessário que o ministério  dos direitos humanos e da mulher crie politicas publicas específicas de simplificação dos processos e dê atenção aos abrigos. Que a justiça possa pensar ferramentas de descongestionamento das ações, priorizando-as e que haja campanhas de conscientização sobre a realidade vivida acerca do tema no Brasil por  meio das mídias.