Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 30/08/2019

Desde a Constituição de 1988, a adoção no Brasil é vista como uma medida protetiva à criança e ao adolescente. Isso quer dizer que, muito além dos interesses dos adultos envolvidos, a adoção é um processo que prioriza o bem-estar das crianças e dos adolescentes que estão em situação de adoção.

Em primeiro plano, é importante salientar que o processo adotivo no Brasil já passou por diversas conquistas, mas ainda enfrenta muitos desafios. Desafios esses muitas vezes provenientes do racismo e preconceito com crianças que possuem doenças mentais, visando que, os pais adotivos em sua maioria, buscam pelo filho perfeito. Nesse contexto, é possível observar que no Brasil, a discriminação principalmente pela cor de pele, ainda está em grande evidência.

Na série “Anne com E”,divulgada pela Netflix,dois irmãos ao decidirem adotar uma criança,descreve-a como sendo do sexo masculino.Igualmente,em uma das etapas no processo de adoção no Brasil,o pretendente deve descrever o perfil da criança desejada.Por consequência,ocorre o processo de adoção tardia devido à prioridade ser crianças sem irmãos,por outro lado,de acordo com o Cadastro Nacional de Adoção,65% dos jovens inscritos,possuem grau de parentesco entre si,enfim resultando em mais crianças nos abrigos os distanciando dos direitos propostos pela Constituição.

Considerando os aspectos mencionados,fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação.Em suma,o Conselho Nacional de Justiça,juntamente com os candidatos á adotarem,devem encurtar o prazo no processo de adoção,por meio da interação direta com os jovens,promovendo gincanas e outras atividades,a modo de,desconstruir as características pelos adotantes.Dessa forma,será possível garantir o bem-estar que de fato integre os indivíduos ao contexto familiar,promovendo o direito ao lazer.