Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 02/09/2019
De acordo com Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é direito da criança e do adolescente permanecer no seio familiar, contudo tal norma não é uma realidade para milhares de juvenis que vivem em abrigos no Brasil. Nessa perspectiva, é válido destacar que a lentidão no processo de adoção, aliado a preferência familiar por um padrão de crianças são impasses que dificultam a adoção no país. Desse modo urgem ações de intervenção.
Em primeira análise é válido destacar, que a morosidade no processo de adoção é um empecilho que leva menores perderem a chance de serem adotados. Uma vez que, a falta de profissionais nas varas da criança e da adolescência para à demanda das famílias interessadas em adotar tem como consequência, processos de adoção que ficam anos em andamento e por conta da longa demora, alguns não são concluídas.
Além disso, de acordo com o Cadastro Nacional de Adoção(CNA),o número de pessoas interessadas em adotar é dez vezes maior que o número de crianças disponíveis para adoção. Porém, grande parte dos interessados em adotar exigem menores de 4 anos, brancos e sem irmãos, todavia, segundo o CNA, esse é o perfil de menos de 5% dos juvenis para adoção.Logo, uma parcela considerável das crianças e adolescentes não são adotas e atingem a maior idade morando em abrigos.
Evidencia-se, desse modo, que o vagaroso processo para adoção e o padrão exigido pelas famílias constitui uma problemática de proporções significativas. Mediantes tal situação, compete ao Sistema Judiciário em parceria com as Varas de infância e adolescência contratarem mais funcionários como psicólogos e assistentes sociais, por meio de concursos públicos ou contratos, para assim atender a demanda do número de adoções e torna-las mais rápidas. Ademais, emissoras de televisão em parceria com o CNA, através de propagandas publicitárias,em horário nobre, mostrar que adoção não deve seguir um padrão,mas sim ser um ato de amor em acolher um menor em um seio familiar.