Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 30/08/2019

A ONU,através dos Direitos Humanos,determina que qualquer indivíduo possa desfrutar da sua dignidade concedida,por exemplo,ter uma casa,uma família.Sabendo disso,a adoção já permitida por lei, no Brasil, desde 1955. Só que existem alguns aspectos que fazem esse processo ser dificultado.Diante dessa perspectiva,cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Pode-se inferir que o Estatuto da Criança e do Adolescente(ECA), age de uma maneira bastante burocrática durante todo o processo. É claro que deve ser feito uma análise bem rígida de todos os dados,porém, poderiam criar leis,sendo mais flexíveis,que favorecessem aqueles que buscam adotar.Já que, uma pesquisa feita pelo Cadastro Nacional de Adoção (CNA), mais de 70% das pessoas que querem adotar são casados, não possuem filhos biológicos e possuem renda média alta.

Mas,é importante  saber também que esses pais buscam por crianças menores de 4 anos, que integram apenas 5% do total.Isso faz com o número de pessoas que desejam adotar seja doze vezes maior do que as crianças que estão para adoção,segundo o CNA, fazendo com haja ainda mais lotação nos abrigos.

Portanto,a burocracia e o padrão de criança imposto pelos pais que desejam adotar fazem com que essa ação tenha alguns problemas, para isso,é importante que o Ministério da Família junto com ECA, crie uma campanha de incentivo a adoção de forma dinâmica,fazendo programas  para que os pais, que querem adotar, possam ter o convívio diário(não definitivo) com crianças e adolescentes de todas as idades a fim de que seja desconstruído o perfil já feito por eles.Dessa forma,o Brasil poderia superar as dificuldades na hora da adoção.