Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 10/09/2019

Segundo o filósofo grego Heráclito apenas a mudança é permanente. Ao partir desse pensamento, nota se que o número de crianças sendo adotadas está maior comparado a anos anteriores, dado visto pelo site do governo. O problema é que ainda se tem impasses que acabam atrapalhando a doação de algumas e isso causa a ida de adolescentes, a partir dos 18 anos, para as ruas sem ter onde morar ou o que comer, em alguns casos.

Primeiramente, a intolerância racial se encontra presente na sociedade brasileira desde a época da colonização, com “índios” e africanos sendo escravos, em 1500. Fato, assim, que atualmente ainda permanece diante de se adotar, pois, como o reporte da G1 informou, mais de 52% dos pretendentes ainda tende a preferir seus filhos adotivos com pele clara.

Seguindo esse cenário, vale ressaltar que ao chegar à 18 anos de idade o adolescente que se encontra ainda no orfanato é “abandonado” na rua, caso não seja adotado, elemento presente no Cadastro Nacional de Adoção. Dessa forma, os roubos e violências elevadas no Brasil acontecem por “pivetes”, que antigamente estavam na fila de um abrigo com esperança de serem amparados decentemente, seguindo como base o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Deve-se constatar, portanto, que para não se ter mais dificuldades na hora de escolher a criança ou adolescente, a mídia deve expor melhor sobre as opções que os “futuros pais” possuem. Junto a ela, o próprio orfanato deve se mobilizar, por meio de propagandas e de palestras nas quais pais adotivos falem suas experiências para incentivar todos ouvintes, respectivamente. Assim, todos estarão cientes de que a escolha racial ou por faixa etária não modificara o aspecto de ter um filho e isso aumentará as chances de um pais com menos furtos e agressões.