Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 31/08/2019
A adoção é sem dúvidas uma iniciativa a favor de preservar a vida de uma criança ou adolescente, que podem ter a chance de um novo recomeço, com pais que vão dar a ele o amor e a atenção necessária para sua boa formação. Porém, atualmente no Brasil há cerca de 4.881 crianças registradas para a adoção, dessas, 3.206 têm irmãos, dados divulgados pelo Cadastro Nacional de Adoção.
No entanto, entre os 40.360 interessados em adotar no Brasil, pouco mais da metade não querem crianças com irmãos. Mas algo não conecta nesses dados, já que se há tantas pessoas interessadas na adoção, mesmo que à procura de recém nascidos sem irmãos, ainda sim é mínima a quantidade de crianças em relação aos interessados. A explicação para ainda haver crianças para adotar é que há um padrão buscado pelas pessoas, crianças brancas, olhos claros, sem complicações médicas, recém nascidas e sem irmãos, oque é raro de se encontrar em instituições para adoção.
Infelizmente é comum uma pessoa ou um casal mal intencionado adotar uma criança, hoje não temos um suporte realmente funcional à essas crianças quando estão fora dos orfanatos, seja em casos como de abuso sexual, agressão física ou verbal constante por parte dos responsáveis que o adotaram. Atualmente quando um(a) adolescente órfã(o) faz 18 anos de idade, ele já deve se retirar do orfanato, e os meios para a segurança e preparação do futuro desse jovem ainda tem sido bem tímida e pouco abordada.
Em primeiro lugar o Governo do Brasil deve investir em psicólogos, para as pessoas que buscam adotar uma criança, analisando seu comportamento e chegando à um veredito se essa pessoa é apta ou não à adotar uma criança ou um adolescente, e junto ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), aplicar em todo o Brasil de forma sólida e tornar obrigatório mesmo depois da criança ser adotada, para acompanhar o processo de inserção da criança na nova família. O governo também deve tornar acessível a adoção aos casais homoafetivos, eles têm uma tendência à aceitarem melhor uma criança fora desse padrão buscado. Os jovens que fizerem 18 anos também precisam de uma certa atenção, o Governo deve investir na preparação dos jovens ainda no orfanato, com o Ministério da Educação e em parceria com grandes empresas, deve aplicar um estudo eficaz, com professores qualificados para todos, assim quando completarem 18 anos, distribuir currículos nessas empresas para poderem se tornar independentes e algum dia até poder formar uma família.